Blog da Folhinha
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Mapa do Brincar

Brincadeiras em novo endereço


O Mapa do brincar ganhou uma nova casa! O conteúdo do site continua igualzinho, mas agora está em um endereço muito mais fácil de lembrar:

www.mapadobrincar.com.br

Acesse já e comece a brincar!

 

Escrito por Gabriella Mancini às 19h23

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Brincar vale prêmio

 


Crianças no CEI Vereador José Gomes de
Morais Neto, que recebeu o selo em 2008

 

Brincando, a gente se diverte, mas também aprende muito: desenvolve a imaginação, aprende a dividir as tarefas, descobre do que gosta ou não.

As escolas que sabem da importância do brincar podem concorrer a um prêmio bem bacana. Os 35 colégios do Estado de São Paulo que tenham as melhores práticas do brincar vão receber o "Selo Aqui se Brinca", lançado pela Omo.

Podem participar escolas públicas e particulares dos ensinos infantil e fundamental. Se a sua escola também leva a brincadeira a sério, convide o pessoal a se inscrever. Os cinco colégios com as melhores práticas do brincar vão ganhar parques educativos. Quem sabe o seu não vence e logo mais vocês terão um espaço novo para a diversão?

As inscrições deverão ser feitas até 31 de agosto no site da Omo: www.omo.com.br/responsabilidadesocial.

 

Escrito por Gabriella Mancini às 17h31

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A história da mancala

 
 Cada povo adapta os jogos segundo seus costumes, tradições e mitos, afirma Maurício de Araújo Lima, pesquisador da Origem Jogos e Objetos. Em seu mestrado em comunicação, que ele faz na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Mauricio estuda a mancala, um jogo composto de um tabuleiro com cavidades e pequenas peças (geralmente sementes). Na entrevista abaixo, ele conta para o blog da Folhinha um pouco da história da mancala e explica como jogá-la.


Mancala feita de sucata (foto Rodrigo Paiva/Folha Imagem)

O que é a mancala?

Mancala é um nome genérico para diversos jogos que possuem uma aparência semelhante: fileiras de cavidades no tabuleiro e peças pequenas, além de uma maneira parecida de fazer os movimentos ao distribuir as peças em cavidades consecutivas [uma ao lado da outra]. Uma movimentação típica da mancala é pegar as peças de uma casa e distribuí-las uma a uma em casas consecutivas nas fileiras. O objetivo da maioria desses jogos é capturar o maior número de peças, que geralmente são sementes.

De onde a brincadeira vem?

A origem mais provável da mancala é a África. Existem estudiosos que acreditam que jogos do tipo da mancala existem há mais de 5.000 anos. No entanto, não é possível comprovar essa afirmação. Pode-se relacionar a dispersão da mancala na África e na Ásia às viagens dos peregrinos muçulmanos, dos mercadores árabes e dos viajantes colonialistas. O fato é que ela é jogada em toda a África, nos países árabes e na Índia, bem como em países como Vietnã, Camboja, Tailândia e no sul da China. Os escravos africanos também trouxeram o jogo para a América, onde ela é muito praticada, principalmente nos países do Caribe. No século 20, o jogo foi introduzido em formato comercial na Europa e nos Estados Unidos, sendo praticada, atualmente, inclusive na internet.

A mancala é ou foi jogada no Brasil?

Câmara Cascudo cita em seu dicionário do folclore brasileiro que os escravos e os carregadores do porto de Salvador jogavam um jogo de procedência africana denominado Ai-I-Ú. A descrição do jogo pelo historiador negro Manoel Quirino indica que se tratava de uma variação da mancala praticada entre povos africanos que foram trazidos para o Brasil. No entanto, não existe nenhum vestígio de sua prática no Brasil na atualidade.

Como se brinca de mancala? 

A mancala não é difícil de se jogar. Mas o mesmo não se pode dizer a respeito de explicar sua dinâmica em palavras. E existem diversas variações. A regra mais comum da mancala é a seguinte:

A mancala é praticada em um tabuleiro de duas partes, que tem 12 furos, em duas fileiras de seis. Cada furo tem cerca de 5 cm de diâmetro e 2,5 cm de profundidade. Para o início de cada partida, todos os buracos das duas fileiras de seis devem conter um total de quatro sementes. O objetivo do jogo é capturar o maior número possível de sementes.

Um dos jogadores inicia a partida, recolhendo todas as sementes de qualquer um dos buracos do seu lado e distribuindo-as uma a uma em cada buraco que sucede ao buraco esvaziado, no sentido anti-horário.

O jogador que está do outro lado do tabuleiro faz a próxima jogada, procedendo da mesma forma que o primeiro. Esvazia um dos buracos que esteja na sua parte e distribui as sementes, uma a uma, nos buracos que o seguem, no sentido anti-horário.

Cada jogador, na sua vez, continua retirando todas as sementes de um buraco do seu lado do tabuleiro e semeando-as, uma a uma, sucessivamente, nos buracos do tabuleiro como descrito acima.

O jogador nunca pode escolher uma jogada que deixe o jogador oponente sem nenhuma semente em seu lado do tabuleiro. Isso o imobilizaria, o que não é permitido pela regra do jogo. Se isso for impossível de se realizar, o jogo termina, e o primeiro jogador ganha todas as sementes que restam no tabuleiro.

Se a última semente for semeada num buraco do oponente que contenha uma ou duas sementes, o jogador que fez essa jogada captura as sementes desse último buraco e as adiciona às sementes que já capturou. Se esse buraco em que ele fez a captura é imediatamente precedido por um ou mais buracos do lado do oponente que contenham duas ou três sementes, o jogador também captura as sementes desses buracos.

Se algum buraco quebra essa sequência, a jogada termina nele. Se o jogador alcança o final de seu lado do tabuleiro, a jogada também acaba. Em nenhuma circunstância o jogador pode capturar sementes em seu próprio lado do tabuleiro.

As jogadas terminam quando um dos jogadores captura a maioria das sementes, ou seja, 25 ou mais, ou quando ambos os jogadores têm 24 cada. Termina também se não há mais nenhuma captura possível de ser realizada. Nesse último caso, se nenhum jogador tem 25 sementes, ou o jogo é considerado empatado ou as sementes não capturadas são divididas entre os jogadores ou cada um fica com as sementes do seu lado do tabuleiro.

Escrito por Mariana Iwakura às 19h21

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Brincando no Ceará

 
 

Brincando no Ceará

Meninos de Maranguape brincam com helicóptero de sabugo

Quanta coisa a gente pode aprender numa só semana! Na semana passada, a equipe da Folhinha visitou o Ceará, para conhecer algumas brincadeiras dos meninos e das meninas de lá. E realmente aprendeu um tantão sobre o mundo do brincar.

Fui acompanhada da pesquisadora Renata Meirelles, uma das “mestres em brincadeiras” do Mapa do Brincar, e do documentarista David Reeks. Nas trilhas cearenses, fomos bem guiados pela generosidade de Gandhy Piorsky, que há algum tempo pesquisa brinquedos das crianças da serra, do sertão e do litoral do Ceará (leia mais sobre o trabalho dele aqui nos próximos posts).

Gandhy nos levou para conhecer duas comunidades: nas cidades de Maranguape e de Icabuí. E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi encontrar uma “infância esticada”: meninos e meninas de 14 ou 15 anos que ainda brincavam de elástico, de boizinho de pedra e de fazer barquinho, entre outras brincadeiras.

Isso parece justamente o contraponto do tal encurtamento da infância sempre citado em grandes centros urbanos, principalmente. Lugares onde as crianças parecem deixar de lado cada vez mais cedo seus brinquedos e suas brincadeiras.

Nas andanças por lá, conversamos também com os mais velhos. Encontramos Maria José Esteves de Abreu (foto ao lado), 70, uma avó de Maranguape que tem sempre os netos correndo pelo terreiro de seu sítio, cheio de galinhas, bananeiras e... pedras (que servem para um de seus netos viajar na brincadeira de boizinho de pedra – ah, mas isso a gente só vai falar mais numa edição especial da Folhinha, em outubro).

Ao ver os meninos mostrando seus brincares em seu quintal, ela se lembrou de uma de suas brincadeiras de menina. Era uma brincadeira de roda, em que cantava a música da Moura Torta. Ouça o que ela explica no áudio abaixo.

Também foi gostoso ouvir uma de suas cantigas para ninar os filhos – foram 15 no total, 13 criados. Animada, ela também mostrou seu jeito de cantar aqueles versinhos que eu conhecia como “Eu sou pobre, pobre, pobre de marré, marré, de si...”. Ouça a seguir.

 

Garoto de Icabuí mostra barco que fez para regata

Escrito por Gabriela Romeu às 20h48

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Olha o camaleão!

 
 

Olha o camaleão!

 

Camaleão que sempre visita o quintal de Dalvinha e dona Fatinha, em Icabuí, faz pose para a máquina

 

Os bichos sempre inspiram muitas brincadeiras. Em cantigas de roda, por exemplo, fazem sucesso caranguejos e camaleões.

E um camaleão que é freqüentador assíduo de uma prainha de pescadores de Icabuí, município cearense perto da fronteira com o Rio Grande do Norte, nos trouxe de presente uma música.

Encantada pelo camaleão, tentando tirar fotos do animal, ouvi uma moça cantar uma musiquinha diferente daquela que é bem popular (“Olha o camaleão, olha o rabo dele, segura esse nego...”).

Quem cantava a canção era Maria Lúcia Dalva da Silva, 26, a Dalvinha, que, ao ver o camaleão, logo lembrou da música que aprendeu nos tempos de menina, na escola.

Abaixo, ouça a canção do camaleão “que foi ao palácio falar com o presidente”. A moça cantou a canção com sua mãe, dona Fatinha.

 

Escrito por Gabriela Romeu às 20h44

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Blog da Folhinha O blog da Folhinha é um espaço virtual para interação das crianças com o suplemento impresso publicado pela Folha de S.Paulo aos sábados. É produzido pela editora, Patrícia Trudes da Veiga, pela editora-assistente, Gabriela Romeu, além de outros colaboradores.
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