Você já assistiu a um comercial de biscoito e teve muita vontade de comê-lo (mesmo sem saber se é gostoso)? Ou viu a foto de um novo refrigerante na revista e quis comprá-lo?
É, os comerciais às vezes interferem nas nossas escolhas. Por isso muitos adultos se preocupam com as propagandas feitas para crianças. Vale fazer propaganda de tudo? Será que os comerciais podem tentar nos convencer a comprar alimentos nada saudáveis?
No dia 25 de agosto, esses adultos conquistaram uma vitória: em São Paulo, 25 grandes empresas de comidas e bebidas criaram um acordo para que a propaganda para crianças seja feita com responsabilidade.
Duas associações brasileiras, a de Indústria de Alimentos e a dos Anunciantes, explicaram as regras. A principal é que, em vez de colocar atores mirins, felizes e sorridentes, falando para a criança comprar um alimento, a propaganda agora será feita para os pais. Afinal, são eles que compram os produtos.
As associações também ficarão de olho em atividades feitas nas escolas com participação desses produtos. Só vale se forem eventos educativos. E na TV, os programas infantis terão menos propaganda para crianças em seus intervalos.
Outra regra é que os valores nutritivos do produto devem aparecer claramente nos comerciais de alimentos. Assim os pais sabem se ele é saudável ou não.
As empresas e os publicitários (os que fazem as propagandas) têm até dezembro para colocar as mudanças em prática. Enquanto isso, a gente já pode fazer nossa parte. É só ficar esperto para não colocar qualquer coisa na sacola!
O que faz os bonecos nas peças de teatro parecer gente andando de verdade? A arte de animar objetos, ou o teatro de bonecos, recebe a alma de seu ator ou manipulador, que passa a vida contando histórias ao lado desse brinquedo, de gente grande e pequena.
No 21º Festival Internacional de Teatro de Bonecos Canela, no Rio Grande do Sul, a Folhinha conversou com vários grupos e bonequeiros, que contaram um pouco os segredos e as técnicas dessa arte.
Cordas de tocar, cordas de encenar
As marionetes são bonecos que se movimentam quando o ator ou manipulador mexe os fios a que estão presas certas partes de seu corpo.
Ulisses Tavares contou que o cineasta Federico Fellini dizia que a história de Pinóquio parecia um pesadelo. A companhia adaptou o conto de Carlo Collodi com riqueza de situações - boas e ruins - que mostram como a personalidade de uma pessoa é formada. Para representar essa variedade, trabalha com bonecos de vários tamanhos e manipulados com várias técnicas: bonecos gigantes, de luvas, marionetes de fio, bonecos de balcão, de manipulação direta, com sombra. Raimundo Bento, também do Giramundo, explicou que a peça tem cenas escuras, "porque retrata pesadelos e alguns momentos cruéis, como a cena em que Pinóquio mata o grilo", sua consciência falante. "Como a imagem que as crianças têm de Pinóquio é a da Disney, pode ser que alguém fique incomodado, mas provocar é bom", disse Ulisses.
Musicircus
Ideia é o X do movimento - Marionetes 2
O bonequeiro, manipulador de bonecos e diretor de teatro de animação Catin Nardi, um argentino morador de Minas Gerais, explicou que a construção de marionetes é antiga e no século 19 ganhou uma engenharia alemã que serviu para movimentar melhor os bonecos. "Mas não adianta ter um boneco que faz mil coisas se você não tem uma dramaturgia (história) a ser desenvolvida. O "Musicircus", apresentado em Canela, por exemplo, é um espetáculo de variedades. A história tem início, meio e fim, e as pessoas do público passam por emoções, momentos de conflito, alegria, além de verem as cenas ganharem soluções. O artista constrói o boneco pensando no que ele vai fazer na peça. Em uma das peças de Catin, o boneco de Astor Piazzola toca acordeão. Para criar os movimentos, o manipulador usa a cruzeta, que fica na cabeça do boneco, para que ele mexa a sobrancelha e segure o instrumento.
As marionetes fazem movimentos detalhados. Cospem fogo e engolem faca. O bonequeiro deve construir o boneco de modo que os detalhes fiquem visíveis em um boneco de 40 centímetros sendo apreciado por 400 pessoas. "Quando o boneco levanta a mão e pisca o olho, todo mundo vê. Some a isso uma dança, uma caminhada, um encontro entre dois personagens, que interagem. O manipulador tem de fazer com que o boneco ande certo, não arraste e que o público veja os detalhes para que imagine o resto da cena."
A cruzeta de manipulação
É um aparelho que comanda os movimentos de pernas, ombros, braços, cabeça e cóccix, locais onde o boneco é amarrado. No boneco humanóide, são pontos do corpo articulados, que se assemelham ao corpo humano. Catin explicou que, quando o manipulador tomba a cruzeta de manipulação, ela tem um freio que levanta, por exemplo, a parte do boneco equivalente ao cóccix (osso final da coluna vertebral) e faz com que o boneco se agache. "Quando você tomba a cabeça dele para um lado ou para o outro, o boneco mexe a cabeça sem que os ombros se movimentem. Quando movimenta uma alavanca que tem dentro da cruzeta, os joelhos se movimentam. Puxando uma corda e outras coisas, você movimenta braços. O conjunto dá essa coisa orgânica que se vê em cena."
Bonecos infláveis gigantes
Quem chegou ao centro de Canela para o 21º Festival Internacional de Bonecos foi recebido na praça por um elefante de cinco metros de altura. Na outra esquina, uma giravaca e um dragão lagarteavam no sol de inverno, no final de junho. Os bonecos da Pia Fraus montaram a decoração da festa. Beto Andreetta, diretor da companhia, disse: "É o festival de bonecos mais antigo do país, e a gente ser a cara estética do evento é gratificante. A Pia Fraus trouxe 33 bonecos. Basta andar um quarteirão para encontrar girafas de quatro metros de altura e outros bichos inventados, como baleias misturadas com peixes".
"Bichos do Brasil", em cartaz agora no teatro Sergio Cardoso, em São Paulo, descreve bichos brasileiros, feitos com cabaças, palha, plástico inflável. Eles dançam ao som de ritmos populares, como maracatu e samba, e vivem pequenos enredos sem diálogos. O ator manipulador dança junto com o boneco e vai com ele até a plateia para surpreender as crianças. Em uma das cenas, um macaco namora uma macaquinha e tem muitos filhotes.
Circo das pulgas - ilusionismo
É um gênero engraçado, em que um ator cômico faz de conta que manipula pulgas. Elas dão saltos mortais do trapézio até uma bacia d’água e andam no fio, sem cair. As crianças entram no jogo, mas gostam de tirar a dúvida. Esta repórter perguntou a um garoto: "Você viu a pulga Mary de vestido novo, sentada no sofá?". Ele respondeu: "Não, porque eu estava longe". "Circo de Pulgas" é um número tradicional do picadeiro, apresentado no mundo inteiro. "Na Dinamarca, tem um festival só dessa categoria. Os que eu assisti exploravam a ilusão do circo, eram maquetes perfeitas, só que não tinham esse jogo que eu faço, do apresentador com o público", disse o bonequeiro, ator-manipulador e diretor de teatro de animação gaúcho Márcio Correa. Ele faz o papel de um dono de circo irritado com a plateia, que o ajuda a preparar os números.
Show de Bob Marley e Tim Maia - Bonecos de balcão
O que garante o espetáculo de balcão funcionar é o manipulador não disputar com o boneco a atenção do público. O foco no boneco ajuda a dar "ânima", ou "alma", ao boneco. O melhor manipulador é aquele que consegue "atingir eficácia na triangulação ator manipulador e público", disse Diego Kurtz, que apresentou "Afrodescendentes", com seu grupo, Bonecos da Gente. O espetáculo reúne esquetes, ou quadros, com show de bonecos que imitam personalidades negras, com a intenção de valorizar a herança africana de nossos bisavós. Os bonecos do espetáculo imitam Bob Marley, Tim Maia e Thaíde.
De Alvorada, região metropolitana de Porto Alegre (RS), seus integrantes, Diego e Lennon Kurtz, contaram que a companhia trabalha com quase todas as técnicas de manipulação. Mexer diretamente o boneco apoiado em um balcão é chamada de técnica de manipulação direta, ou bonecos de balcão. Em geral, um manipulador mexe a cabeça e o corpo do boneco, e outro ator mexe braços e pernas. "Essa performance musical fica melhor com bonecos de balcão." Diego e o irmão disseram que são influenciados por várias escolas de teatro de animação de objetos. O bunraku, por exemplo, é uma técnica milenar oriental, com três manipuladores para movimentar um boneco. "O Homem das Cavernas criou o teatro de bonecos quando começou a brincar com osso e animou objetos. Pronto, estava fazendo teatro de animação. A gente chama de teatro de boneco porque é popular."
Jogo da vida - Teatro de sombras
O grupo italiano Gioco Vita usa luzes e sombras coloridas para projetar os bonecos da história dos amigos Estrella, uma eguinha, e seu amigo Pépé. Eles nasceram no mesmo dia, em um circo. Um dia, o diretor ficou zangado e expulsou Estrella do picadeiro. Foi uma tristeza só até que os dois se reencontraram. O bonequeiro, manipulador de bonecos e diretor Alexandro Ferrara contou que sua companhia tem 40 anos de história e que o espetáculo foi apresentado a crianças de todo o mundo. Alessandro explicou sobre os materiais usados no palco: "Nosso ateliê fabrica os bonecos de policarbonato com compensado. A sombra é branca, cinza, azul. Usamos gelatina para dar os efeitos de cor".
Macaco Simão
"O Macaco Simão" - Marote com vara
"O Macaco Simão" foi o espetáculo mais querido de Canela, devido às risadas que arrancou de crianças e adultos. Sergio André e João Felipe, do Pregando Peças, de Gravataí (RS), disseram que esse é o primeiro espetáculo do grupo e faz sucesso até hoje. Para a movimentação do macaco, que nunca para quieto, a técnica usada é a de marote com vara ou luva. "Com vara, porque as varinhas controlam as mãos do boneco, e luva, porque a mão do manipulador fica na boca do boneco, por dentro dele, para dar o foco e o caminhar do boneco. Com a outra mão, o manipulador controla o movimento dos braços, quando o macaco pega a banana ou dança. Há momentos em que dois manipuladores movimentam o boneco." Na peça, o macaco Simão furta bananas do quintal da Vovó, e ela o agarra com uma boneca de piche. Depois os dois fazem um acordo para viver em paz.
"Pedro e o Lobo" - Teatro de formas animadas na luz negra
No espetáculo "Pedro e o Lobo", em cartaz no teatro Cosipa, o regente da Orquestra Experimental de Repertório, Jamil Maluf, narra a aventura do garoto Pedro, que passeia na floresta sem o consentimento do avô e é atacado por um lobo. Pedro e seus amigos são representados por melodias de alguns instrumentos. O passarinho é representado pela flauta. O clarinete representa o gato. As cordas compõem a imagem de Pedro. O lobo surge no som das trompas. O pato é o oboé, o avô é o fagote, e os tiros do caçador são representados pelos tímpanos.
Fernando Anhê, da companhia Imago, explicou que o timbre dos instrumentos constrói a personalidade dos personagens. "O andamento da música determina os movimentos dos bonecos, não são palavras de um diálogo. É uma coreografia de formas animadas, que a luz negra ajuda a flutuar." Fernando disse que essa forma de ensinar a ouvir música erudita funciona. "Toda vez que a orquestra executa o tema de um instrumento, a criança o reconhece e, assim, tem chance de se interessar pelo trabalho da orquestra."
O ritmo da repetição - manipulação de objetos
A peça da Finlândia "Ponto de desaparecimento" ("Katoamispiste") apresentou a gramática gestual mais diferente. Repetia em três telões no próprio palco os movimentos dos atores e mostrava cenas de construção e desconstrução de prédios e coisas. Os atores manipulavam pernas que andavam em todas as direções e bolinhas que giravam pela superfície de uma escrivaninha e escorregavam para os telões.
Kruvikas
Luva, vara, direta e mista - "Kruvikas"
O grupo argentino Kossa Nostra contou que pesquisa técnicas de manipulação para criar seus espetáculos, como "Kruvikas", que tem quadros de humor sobre situações cotidianas. Em uma das cenas, um bêbado pensa que está com alucinações e apaixona-se por uma mulher, que é um vampiro disfarçado. "O quadro do vampiro foi inspirado no trabalho de Guaira Castilla, bonequeiro do oeste da Argentina", disse o diretor Marcelo Reynoso. A técnica do grupo mistura manipulação direta e com luvas. Frederico, que manipula o diabo, explicou que usa chapéu no espetáculo para diminuir sua visibilidade. "O rosto do manipulador é o que mais chama a atenção do público, o chapéu ajuda a neutralizar sua presença."
"Teatro de Lambe-lambe"
Antonio Leopolsky, de Joinvile (SC), mostrou seu teatro na praça central de Canela. As cenas ficam dentro de uma antiga caixa de máquina de fotografar, chamada lambe-lambe. Através da lente, protegida por cortinas fingindo um palco, uma pessoa atrás da outra assiste à peça "Teatro de Lambe-lambe", que encena a canção "Brasil", de Milton Nascimento, interpretada por bonecas abayomi -um jeito africano de construí-las. Há também uma boneca feita de papel de bala. Esse teatro cria um mistério sobre a história. O cenário são pecinhas de gesso que Antonio recolheu do lixo de um ateliê, passou cola e areia. Ele contou que o teatro lambe-lambe foi inventado na Bahia, nos anos 80 do século passado, por Denise Santos e Smirne Lima.
Sombras chinesas
A bonequeira, atriz-manipuladora e diretora de teatro de animação Valéria Guglietti representou a Espanha no festival de Canela com o espetáculo "No Toquen Mis Manos" (Não Toquem em Minhas Mãos). É composto de quadros que revelam objetos feitos com suas sombras projetadas, com o auxílio de uma pequena, mas poderosa, lâmpada. Algumas cenas lembram o circo, pois parecem números de mágica. "O segredo é brincar com a sombra e descobrir as formas que aparecem, depois você calcula o movimento e o adapta à música." Esse teatro é uma técnica chinesa antiga para evocar os mortos em momentos sagrados. Depois virou popular. Em uma das cenas, Valéria cria a imagem do E.T. de Spielberg só com as mãos.
Pedro e o lobo
"Pedro e o Lobo" do grupo Giramundo
Giramundo também apresenta "Pedro e o Lobo", que encena a música de Sergei Prokofiev, de 1936. A composição ensina sobre os instrumentos de uma orquestra. A atriz e manipuladora Beatriz Apocalypse disse que esse espetáculo nunca sai de moda, é um clássico que o grupo apresenta desde 1993. O Giramundo escolheu a técnica de marionetes com fio para representar "Pedro e o Lobo" "para relacionar a marionete de fio com as cordas da orquestra. A gente ganha movimentos detalhados quando tem um objeto com uma corda e outra, especialmente quando liga o movimento corporal do boneco com a música. Movimentar a marionete de fio parece com a execução de uma partitura, e manipular o boneco é como tocar um instrumento. Durante o espetáculo, as crianças interagem com os atores, que são cômicos brincando com os sons da orquestra e com os bonecos.
Convite
Mônica Rodrigues da Costa é poeta, professora e coautora de "As Melhores Histórias de Todos os Tempos (Publifolha). Para fazer esta reportagem, a jornalista viajou a convite do 21o Festival Internacional de Teatro de Canela.
O pai da Lílian sempre contava histórias para a filha dormir. E ela pegava no sono, porque uma boa história é o melhor travesseiro.
Ele lia um capítulo por noite. O livro da vez era sobre um lobo. A menina esperava escurecer, curiosa para saber o que aconteceria. Até que uma noite a voz da história não apareceu: o pai viajou, e levou com ele o resto do conto. Ficou um silêncio só.
O lobo continuou ali, no livro abandonado, e virou companhia para Lílian. Ela contava para ele sobre seu medo: e se o pai não voltasse nunca mais? Era um medo muito maior do que medo de lobo.
O final dessa história você descobre lendo “O Lobo” (ed. Manati, R$ 34), escrito por Graziela Bozano Hetzel. Os desenhos delicados são de Elisabeth Teixeira.
O curioso é que, dentro do livro da menina Lílian, tem algumas páginas da obra que o pai lê para ela. Um livro dentro de outro. Os dois, bem bonitos de ler.
Crianças no CEI Vereador José Gomes de Morais Neto, que recebeu o selo em 2008
Brincando, a gente se diverte, mas também aprende muito: desenvolve a imaginação, aprende a dividir as tarefas, descobre do que gosta ou não.
As escolas que sabem da importância do brincar podem concorrer a um prêmio bem bacana. Os 35 colégios do Estado de São Paulo que tenham as melhores práticas do brincar vão receber o "Selo Aqui se Brinca", lançado pela Omo.
Podem participar escolas públicas e particulares dos ensinos infantil e fundamental. Se a sua escola também leva a brincadeira a sério, convide o pessoal a se inscrever. Os cinco colégios com as melhores práticas do brincar vão ganhar parques educativos. Quem sabe o seu não vence e logo mais vocês terão um espaço novo para a diversão?
Terminou ontem o "2o Festival de Teatro Infantil", que aconteceu na cidade de Salto, pertinho de São Paulo. Os organizadores do evento me contaram que 14 mil pessoas, no total, foram assistir aos quatro dias de festival.
Antes de começar um dos espetáculos, reparei que as crianças estavam todas olhando para o alto. Em cima de pernas de pau com 1,10 m de altura, tocando o teto com as mãos, surgia Alessandra Thomazini, montada em seu burrico.
As crianças se aproximavam curiosíssimas. "Nunca vi um burro com duas pernas!", disse uma. "Nossa, que burrinho grande!", falou outra.
Mas as crianças não eram as únicas curiosas. Depois que Alessandra desmontou do burrico, conversamos um pouquinho sobre seu trabalho.
Foto: Adriano Escanhuela Alessandra Thomazzini e seu burrico
Com quantos anos você aprendeu a andar com pernas de pau? Eu tinha nove anos. Foi numa escola de circo. Lá também aprendi trapézio e contorcionismo.
Por que foi procurar o circo tão novinha? O que te atraiu nele? Ah, eu achava o circo lindo. E era muito flexível, ficava fazendo contorcionismo dentro de casa, sem orientação. Aí pedi para meu pai me levar ao circo e não saí mais de lá. O circo, para mim, era um grande parque de diversões. Com ele viajei para França, Itália, e isso ainda nova, com onze, doze anos de idade.
Quanto tempo levou para aprender a andar nas pernas de pau? Não me lembro bem. Mas cada pessoa tem seu tempo. Às vezes a gente já aprendeu a técnica, mas o medo não te deixa fazer.
Já caiu? Treinando, não. Mas me apresentando sim. Às vezes tem um buraco no chão e você tropeça, ou está escuro e você pisa em alguma garrafa. E tem também alguns engraçadinhos que me empurram.
Como é ver o mundo dali de cima? É uma delícia. O carinho das crianças é incrível. Posso ficar ali em cima por muito tempo, o sorriso da criança é o combustível.
Fotos: Adriano Escanhuela André (à frente) e Duba, os irmãos Becker
E continua o "Festival de Teatro Infantil" de Salto, a 101 km de São Paulo.
Entre um espetáculo e outro, apresentações de malabares, palhaços e artistas com perna de pau fazem o tempo voar.
De repente, cones de rua, guarda-chuvas, claves e facas aparecem no ar, fazendo uma bela coreografia. A plateia já sabe: são os irmãos Becker, André e Duba, malabaristas e palhaços de primeira.
Além de fazer malabares com objetos bem diferentes, alguns emprestados da plateia, usam também o monociclo e uma mini bike, com 40 cm de altura.
A pracinha central de Salto (localizada a 101 km de São Paulo) mais parece um cenário de teatro. Em cada árvore, foi colocado um desenho de boneca, sapo, borboleta. Os postes de luz, um de cada cor, colorem o anoitecer. Tudo para receber o "Festival de Teatro Infantil", que termina hoje.
Durante todo o dia, as crianças se dividem entre as atrações: espetáculos de todo tipo (bonecos, contação de histórias, palhaços, malabaristas), oficinas (confecção de bonecos, brincadeiras, música, circo, animação e teatro), barraca de brincadeiras (pescaria, tiro ao alvo, argolas, boca do palhaço), e barraquinhas de comida.
Nelas eu provei uma comida típica de Salto: a empada frita. É igualzinha a um pastel, mas em forma de empada. Bem gostosa!
Foto: Chrystian Figueiredo Charanga Bombeiro
Um dos grupos que se apresenta entre os espetáculos é o Charanga Bombeiro. Os palhaços aprontam um corre-corre com seu carro que esguicha água e divertem com suas mímicas e improvisações.
Foto: Daniel Lima Oficina de Bonecos
Todas as atividades são gratuitas, mas é preciso retirar senha com 1 hora de antecedência.
Confira a programação de hoje:
Domingo, 23/08
Sala Palma de Ouro Perna de pau – Alessandra Thomazini (intervenção) - 10h30, 13h30 e 17h O flautista de Hamelin – Cia Furunfunfum - 11h Mágico de Oz – Cia 4 na Trilha - 14h Os Saltimbancos – Cia Teatral Vernáculo - 17h30
Praça XV de Novembro Cia Baitaclã (intervenção) - 9h30 Grupo Tiquequê - 10h Zé Preguiça – Na Makaca - 13h Charanga Bombeiro – Cia Capadócia (Intervenção) - 14h, 17h e 18h30 Candim – Cia da Casa Amarela - 16h A saga da bruxa Morgana – O enigma do tempo – Teatro Grafitti - 19h
Oficinas Oficina de circo – Circo Vox - 11h às 13h Oficina de animação – Brainstorm Estúdio - 11h30 às 13h30 Oficina de confecção e manipulação de bonecos – Daisy Nery - 14h às 16h Oficina de teatro – Gabriela Rabelo - 14h30 às 16h30 Oficina de brincadeiras – Niveo Diegues - 17h às 19h Oficina de música – Maurício Pereira e Daniel Szafran - 17h30 às 19h30
Salto é uma pequena cidade, com 100 mil moradores, que fica a 101 km de São Paulo. Como muitas cidadezinhas, tem uma praça central, uma igrejinha e um teatro. Esse teatro, bem bonito, foi inaugurado há menos de um mês e já é palco do “Festival de Teatro Infantil", que ano passado aconteceu em Vinhedo.
Vim acompanhar o festival de pertinho para contar a vocês tudo o que rola por aqui. E são muitas as opções: o tempo todo, na praça da cidade, em um auditório e no teatro, acontecem atividades para crianças, como oficinas, espetáculos de teatro, circo e dança. São 29 espetáculos e 60 atividades artísticas. Todas gratuitas.
As crianças saltenses estão animadíssimas com a invasão de palhaços e atores na cidade. Muitas ainda não conheciam o teatro recém-inaugurado e fazem fila desde cedo para garantir os ingressos. É que a programação é gratuita, mas o público precisa retirar senha 1 hora antes dos espetáculos. Giulia Maria Lemos de Souza, 6, chegou duas horas antes do início da peça “Mágico de Nós”, da Cia. Jogando no Quintal, para garantir seu lugar.
Algumas crianças, como Sueli Nicole Silveira da Silva, 7, nunca foram ao teatro. Mas imaginam como é lá dentro. “Eu acho que tem um palco, tem uma cortina que quando abre tem um mágico", diz Sueli. “Igual no circo”.
Sua amiga Emanuele Silveira da Silva , 6, corrige: “É quase igual ao circo. Mas no circo tem um pano assim por cima, que cobre tudo [a lona].” Já Larissa Cavalcanti, 7, que foi várias vezes ao teatro, tem outra explicação: “É que nem no cinema. A luz apaga no começo, a tela é parecida, mas no teatro tem uma cortina na frente”.
Enquanto esperam na fila, as amigas imaginam o que vão encontrar no espetáculo “O Mágico de Nós”. “Acho que o mágico vai chamar uma assistente pra fazer mágica para ele sumir”, diz Sueli. E Giulia tenta adivinhar: “Eu acho que vou encontrar uma noz”.
Fotos: Adriano Escanhuela Palhaço Tchutchuco
Antes de começar a peça, o palhaço Tchutchuco provocou aplausos e gargalhadas com seu nariz que mexia sozinho e seus sapatos com rodinhas. Quando pediu um ajudante, Giulia logo se ofereceu.
Como assistente do palhaço, subiu em suas costas e andou de monociclo. Adorou a brincadeira! “Só fiquei com um pouco de vergonha com todo mundo me olhando”.
Improviso no quintal
Cia. Jogando no Quintal
Uma das cias. que se apresentam no festival é a “Jogando no Quintal”, com o espetáculo Mágico de Nós (quem mora na cidade de São Paulo e ainda não viu a peça, poderá conferi-la a partir de 26 de setembro, quando ela volta ao teatro Tucarena).
A conhecida história do Mágico de Oz é reinventada pelos atores com a ajuda da plateia. Na hora de escolher quem iria participar, adivinhem quem se ofereceu? A Giulia, claro!
Primeiro ela foi escolhida para emprestar seu nome para a personagem da história que os atores iam criar. Depois o grupo perguntou o que ela mais gostava de fazer. “Brincar de esconde-esconde”, ela respondeu. Por último, a cia. pediu que ela escolhesse um sonho para a personagem. Giulia respondeu: “Ser famosa”.
Aí o grupo inventou a história da menina Giulia, que tinha o sonho de ser famosa. Ela era tímida e se escondia atrás da geladeira. Perto dela morava um pinguim, e os dois ficaram amigos.
Alguns adultos olhavam para aquele faz de conta com cara de quem não entendia nada. Já as crianças, davam risada e entendiam direitinho aquele mundo mágico, onde tudo é possível.
“O mais legal de fazer teatro infantil é ver o quanto a criança acredita nas nossas histórias. Elas nunca duvidam das nossas invenções. Querem é ver a coisa acontecer, não estão preocupadas se aquilo existe ou não. A crença da criança, pra mim, é o melhor do espetáculo”, diz o ator Ernani Sanches, que interpreta o Espantalho.
O grupo ainda improvisou outras histórias, com a participação de mais crianças. No final, todas subiram ao palco para receber os aplausos. Afinal, elas ajudaram a fazer o espetáculo aquela noite.
Quando as luzes se acenderam, fui conferir o que a Sueli, que foi ao teatro pela primeira vez, achou de tanta novidade. “Achei muito legal. Mas é diferente do que eu pensava. Pensei que o teatro fosse maior. E não apareceu nenhum mágico.”
E a Giulia, o que será que ela achou de estar no palco? “É mais legal ver o teatro lá de cima do que sentada [na plateia].” Com toda essa vontade de participar dos espetáculos, o que será que ela vai ser quando crescer? “Atriz!”, responde sem demora.
Jogando no Quintal e as crianças participantes
O festival vai até domingo. Hoje Salto começou a receber público de outras cidades. Com o dia ensolarado, os espetáculos ao ar livre serão concorridos. Vou correndo conferir!
E enquanto não volto com mais novidades, deixo vocês com os destaques da programação de hoje. A Giulia com certeza não vai perder!
PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO, 22/8:
Sala Palma de Ouro Mala-Baristas (Os irmãos Beker) 13h, 16h e 19h Bichos do Brasil (Pia Fraus) - 16h30 Os três porquinhos, o musical (Tchesco Produções) - 19h30
Praça XV de Novembro Villa Lobos em Villa das crianças (Dinâmica eventos e produções) - 14h Charanga Bombeiro – Cia Capadócia (Intervenção) - 16h, 18h e 19h30 Esses meninos esquisitos e suas histórias maravilhosas (Cia A santa palavra) - 17h
Auditório Maestro Gaó O grandíssimo circo internacional de pulgas (Cia Mimicalado) - 15h Circo Poeira - 18h
Oficinas Animação – Brainstorm Estúdio - 12h30 às 14h30 Confecção e manipulação de bonecos – Daisy Nery - 15h às 17h Teatro – Gabriela Rabelo - 15h30 às 17h30 Brincadeiras – Niveo Diegues - 18h às 20h Música – Maurício Pereira e Daniel Szafran -18h30 às 20h30
O Festival é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e pela Associação Paulista dos Amigos da Arte, em parceria com a Prefeitura e Secretaria de Cultura e Turismo do Município de Salto.
O parque Ibirapuera é um lugar gostoso para caminhar, andar de bicicleta, passear com os cães, comer algodão doce, ou simplesmente descansar cercado pela natureza.
No próximo domingo, dia 23 de agosto, além de fazer tudo isso, você poderá ver shows com vários grupos musicais. Eles estarão reunidos para comemorar os 55 anos do parque. Mas o repertório vai muito além do "parabéns pra você": tem coral, orquestra, banda de jazz e mpb, e até aula de samba, gafieira e forró.
Os grupos se apresentam entre 10h e 16h, em 12 palcos espalhados pelo parque. E olha que legal: quem tem uma banda ou grupo musical e também quiser tocar pode se inscrever no próprio domingo, na Administração do Parque, e se apresentar por lá.
Serviço: Parque Ibirapuera Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Moema Tel. 0/xx/11/3396-3076 www.parquedoibirapuera.com
Tem mais novidade no canal pago Nickelodeon: a série "True Jackson" estreou dia 3 de agosto e é exibida toda segunda-feira, às 20h.
No programa, a adolescente True Jackson vende sanduíches na rua onde fica a empresa Mad Style - uma famosa marca de roupas -, em Nova York. Ela é fã de moda e sonha em entrar no mundo fashion. Mas apesar de trabalhar pertinho do seu sonho, sabe que uma enorme distância a separa dele.
Até que um dia a jovem chama a atenção de Max Madigan, dono da Mad Style. Não por causa dos seus sanduíches, mas pelo jeito descolado de se vestir. Ela nem acredita quando Max a convida para trabalhar na empresa! Aceita o convite, é claro, mas logo percebe que o mundo da moda não é feito apenas de glamour.
True Jackson vai enfrentar responsabilidades e problemas de adultos, quando o que queria era apenas se divertir como adolescente ao lado de seus amigos Lulu e Ryan.
Íris Boschini da Fonseca, 11, tão fã de moda quanto Jackson, assistiu e gostou:
"Achei muito bom, bem engraçado. O cenário é legal, no escritório tem um auditório com uma passarela no meio. A personagem Lulu também é legal, ela vira secretária da True Jackson na empresa. É demais. E eu gosto de moda, sempre leio revista pra ficar na moda."
Quando seis jovens músicos se juntam, podem surgir boas canções, mas também confusões. No filme "The Naked Brothers Band: Operation Mojo" - estrelado pelos atores da série Naked Brothers -, o vocalista Nat fica com ciúme ao encontrar uma foto da baixista Rosalinda beijando outro menino. Além desse problema, ainda tem que lidar com uma missão ecológica organizada por seu irmão Alex, baterista da banda.
Para quem ainda não conhece a série, "The Naked Brothers Band" acompanha o dia a dia de uma banda formada por adolescentes. São mostrados ensaios, shows, gravações de videoclipes e, claro, tudo o que rola nos bastidores.
O vocalista Nat e o baterista Alex Wolff são irmãos e músicos no programa, mas também na vida real. E, para ficar tudo em família, a criadora da série é ninguém menos que a mãe dos dois atores.
A série é exibida de segunda a sexta, às 13h30, no canal pago Nickelodeon. Já o filme "The Naked Brothers Band: Operation Mojo" estreia na próxima quinta-feira, 20 de agosto, às 20h, no mesmo canal.
Enfrentar o primeiro dia de aula numa nova escola, cheia de desconhecidos, não é um desafio fácil. Agora imagine se essa escola estivesse em outro planeta e seus colegas fossem alienígenas?
No novo desenho da TV Rá Tim Bum, “Kiara e os Luminitos”, uma garotinha recém-chegada ao planeta Luz terá que enfrentar o medo e a timidez para se aproximar dos novos colegas: os alienígenas Ana Luz, Luscofusco, Pirilampo, Luz, Purpurina e Luna.
Estela Scandurra Pereira, 5, assistiu ao desenho - no ar desde o dia 1o de agosto - e aprovou. “É bonitinho. A história acontece em outro planeta, onde tem muito bicho estranho. Eu não gostaria de morar lá! A Kiara não tem nenhum amigo nesse lugar e tem que conhecer gente.”
O desenho é exibido aos sábados e domingos em três horários: às 9h45, às 13h50 e às 21h20. Reprise aos domingos e às segundas, às 3h45.
Foto: reprodução Euclydes da Cunha: o rebelde que desvendou o sertão
Imagine um homem que foi militar, jornalista, escritor, historiador, professor e engenheiro. Mesmo com todas essas profissões, Euclydes Rodrigues Pimenta da Cunha arranjou tempo para escrever “Os Sertões”, que traz a saga do Arraial de Canudos.
Hoje faz exatamente cem anos que Euclydes da Cunha morreu. Foi numa troca de tiros com o rival Dilermando de Assis, que roubou o coração de sua mulher. Ainda menino, Euclydes ficou órfão de mãe e passou a ser criado por tias. Ele cresceu um tanto rebelde, e os tios tiveram de trocá-lo diversas vezes de colégio.
Um dia, na época da Escola Militar, desobedeceu aos superiores e jogou a espada no chão, em protesto contra a monarquia. Resultado: foi expulso. Um tempinho depois, durante a república, voltou ao Exército.
Convidado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” para escrever sobre a Guerra de Canudos, viajou até o interior da Bahia. Seus conhecimentos em engenharia e ciências o ajudaram a se proteger no campo de batalha. Lá Euclydes pesquisou espécies de plantas e animais e a geografia do Nordeste - coisa rara na época. Essa descoberta está na obra “Os Sertões”, um livrão nada fácil de encarar.
Foto: Roosevelt Cassio (Folha) Livro "Os Sertões"
Pintura de uma longa batalha
Euclydes da Cunha escolhia as palavras como o pintor escolhe as cores de seu quadro. No livro “Os Sertões”, ele conta os detalhes da Guerra de Canudos, que aconteceu de novembro de 1896 a outubro de 1897.
É a história dos sertanejos e do beato Antônio Conselheiro, que fundaram uma comunidade, o Arraial de Canudos, na Bahia. Tudo o que era produzido ali era dividido entre os moradores. O que sobrava era vendido para outras cidades. Essa maneira de viver incomodou políticos, fazendeiros e religiosos.
A vila foi atacada várias vezes pelo Exército, mas os sertanejos resistiram até o fim. No final da batalha, 5.200 casas foram queimadas e cerca de 20 mil sertanejos foram mortos.
A caminho do sertão
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempenho, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. (...) É um homem permanentemente fatigado. (...) Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. (...) Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto (...).”
(trecho de “Os Sertões”)
Glossário
Raquitismo - doença da infância e adolescência devida à carência de vitamina D; raquítico é aquele que não se desenvolveu ou cresceu devidamente
Neurastênico - que ou aquele que padece de neurastenia (perda geral do interesse, estado de inatividade ou fadiga extrema)
Plástica - forma do corpo (de alguém)
Hércules - indivíduo de força incomum; homem forte e valente
Quasímodo - personagem principal do livro “O Corcunda de Notre Dame”
Neste sábado (15/8), a Folhinha vai mostrar como os filhos do diretor Robert Rodriguez ajudaram o pai no filme "A Pedra Mágica", que estreia no dia 28/8. Fomos até os estúdios do filme, nos Estados Unidos, e espiamos como eles fazem truques de animação. Também conversamos com o diretor e dois de seus filhos, Rebel e Racer, que atuaram no filme –confira tudo isso no vídeo abaixo.
Eles são pequenos, ágeis e discretos. O perfil ideal para um agente secreto. Mas o FBI (que conta com os melhores investigadores do mundo) não quer saber de contratá-los. Só porque são... porquinhos-da-índia!
Agora os roedores Darwin, Detonador e a bela Juarez, com a ajuda da toupeira Cegueta e da mosca Mooth, precisarão provar que são bons em espionagem para finalmente serem aceitos como agentes oficiais. Para isso terão que enfrentar o empresário Leonard Saber, que quer dominar o mundo, além de cães, gatos, cobras e uma pet shop.
Divirta-se com esses personagens fofinhos e prepare-se para as cobras, baratas e moscas que parecem saltar sobre você na versão 3D.
O filme estreia nos cinemas dia 14 de agosto, nas versões tradicional e 3D. A classificação indicativa é livre.
Os amigos Felipe e Caio assistiram ao filme e aprovaram:
“Achei muito legal. Tem alta tecnologia, e com o 3D parece que os personagens estão perto de nós. Gostei do mistério que fizeram com a agente Juarez, ninguém sabia se ela gostava do Detonador ou do Darwin.” FELIPE TEIXERA CARVALHAES, 9
“Achei muito interessante. Ninguém ia esperar que porquinhos-da-índia fizessem tudo isso. Achei bom porque mostra o trabalho em equipe, eles trabalham como uma família, mesmo. Meu personagem favorito foi o Detonador, um dos porquinhos-da-índia. Porque ele fala diferente, gosta de música, é mais moderno.” CAIO ROSA DOS SANTOS, 11
Na pele de Darwin
Junto com o filme, será lançado o jogo “G-Force”. O jogador vira o personagem Darwin e, para salvar o mundo, precisa enfrentar um exército de robôs formado por aparelhos domésticos (como cafeteiras elétricas!).
Estará disponível para Nintendo DS, PC com Windows, PS2, PS3, PSP, Xbox 360® da Microsoft e Wii™. No Xbox 360 e no PS3, dá para ativar o recurso 3D e divertir-se com seus óculos especiais.
O movimento do bambolê parece mesmo uma dança. A gente gira a cintura e a brincadeira se transforma em baile.
Mas agora esse baile pode virar coletivo, bem mais legal do que bambolear sozinho. É que o grupo de teatro "Banda Mirim" criou um show chamado "Bambolê", todinho com músicas infantis feitas pelo grupo e seus parceiros. Para cantar e dançar.
A banda é formada por Tata Fernandes (voz e violão), Nina Blauth (voz, mini bateria e violão), Lelena Anhaia (contrabaixo) e Simone Julian (voz e sopros). "No show, vamos apresentando novos instrumentos para as crianças e explicando como funciona cada um. Com eles fazemos rock, samba, funk, tocamos de tudo!", conta Tata Fernandes.
As meninas da Banda Mirim já apresentaram premiados espetáculos de teatro musical, como "Menino Teresa", e agora fazem seu primeiro show. O lugar escolhido para a estreia foi o coreto ao ar livre do Centro Cultural Rio Verde. Se chover, o show acontecerá num teatro fechado.
SHOW "BAMBOLÊ", com a Banda Mirim Onde: coreto do Centro Cultural Rio Verde Rua Belmiro Braga, 119 - Vila Madalena Quando: dias 16, 23 e 30 de agosto, domingos, às 11h30 Tel. 0/xx/11 3459-5321 Ingresso: R$ 5 (adulto) Preço para uma criança: R$15 Preço para duas crianças: R$12 cada Preço para três crianças ou mais: R$10 cada
Titeriteiro é uma palavra que brinca na boca. E o seu significado é tão divertido quanto o nome: o titeriteiro é aquele que dá vida a fantoches e a marionetes, manipulando esses bonecos. É isso que o grupo "Seres de Luz Teatro", de Campinas, faz há 15 anos.
Os bonecos são criados pelo próprio grupo e já viajaram o mundo em festivais de teatro. Quem quiser conhecer esse trabalho, que mistura teatro e circo, pode assistir à "Mostra Seres de Luz Teatro: 15 anos”. Ela acontece de 8 a 30 de agosto no Centro Cultural São Paulo.
Aqui a gente conta um pouquinho dos espetáculos que são para todos os públicos:
"Pipistrello" Um títere (boneco) faz de tudo para conquistar um amor não correspondido.
15 de agosto, sábado, às 16h 22 de agosto, sábado, às 18h 23 de agosto, domingo, às 16h
"O Acrobata" Domadores de feras tentam fazer com que o mascote Pippo realize perigosas acrobacias.
22 de agosto, sábado, às 16h 29 de agosto, sábado, às 16h 30 de agosto, domingo, às 16h
"A-la-pi-pe-tuá!" Mostra a chegada dos artistas de circo a um picadeiro.
23 de agosto, domingo, às 18h 29 de agosto, sábado, às 21h 30 de agosto, domingo, às 20h
Onde: Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1.000, Paraíso) Grátis – ingressos distribuídos duas horas antes do início do espetáculo Tel. 0/XX/11/3397-4002 www.centrocultural.sp.gov.br
Muita gente ganhou uns dias a mais de férias para cuidar da saúde e evitar a gripe A (H1N1). Mas você sabe o que fazer para não pegar essa doença?
A "Turma do Cocoricó" e os apresentadores do programa "Cambalhota", exibidos na TV Cultura, podem te ajudar. Cada um fez um vídeo com dicas de como fugir da nova gripe.
Se você viu bastante tevê nessas férias prolongadas, já deve ter assistido aos vídeos, no ar desde o dia 5. Se ainda não conferiu, é só entrar nos sites abaixo:
E para quem anda sem ideia do que fazer com tanto tempo livre, o site do "Cambalhota" inclui vídeos que ensinam brincadeiras e atividades para fazer em casa. Dá para aprender, passo a passo, como fazer um mangá e também algumas mágicas.
Cada povo adapta os jogos segundo seus costumes, tradições e mitos, afirma Maurício de Araújo Lima, pesquisador da Origem Jogos e Objetos. Em seu mestrado em comunicação, que ele faz na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Mauricio estuda a mancala, um jogo composto de um tabuleiro com cavidades e pequenas peças (geralmente sementes). Na entrevista abaixo, ele conta para o blog da Folhinha um pouco da história da mancala e explica como jogá-la.
Mancala feita de sucata (foto Rodrigo Paiva/Folha Imagem)
O que é a mancala?
Mancala é um nome genérico para diversos jogos que possuem uma aparência semelhante: fileiras de cavidades no tabuleiro e peças pequenas, além de uma maneira parecida de fazer os movimentos ao distribuir as peças em cavidades consecutivas [uma ao lado da outra]. Uma movimentação típica da mancala é pegar as peças de uma casa e distribuí-las uma a uma em casas consecutivas nas fileiras. O objetivo da maioria desses jogos é capturar o maior número de peças, que geralmente são sementes.
De onde a brincadeira vem?
A origem mais provável da mancala é a África. Existem estudiosos que acreditam que jogos do tipo da mancala existem há mais de 5.000 anos. No entanto, não é possível comprovar essa afirmação. Pode-se relacionar a dispersão da mancala na África e na Ásia às viagens dos peregrinos muçulmanos, dos mercadores árabes e dos viajantes colonialistas. O fato é que ela é jogada em toda a África, nos países árabes e na Índia, bem como em países como Vietnã, Camboja, Tailândia e no sul da China. Os escravos africanos também trouxeram o jogo para a América, onde ela é muito praticada, principalmente nos países do Caribe. No século 20, o jogo foi introduzido em formato comercial na Europa e nos Estados Unidos, sendo praticada, atualmente, inclusive na internet.
A mancala é ou foi jogada no Brasil?
Câmara Cascudo cita em seu dicionário do folclore brasileiro que os escravos e os carregadores do porto de Salvador jogavam um jogo de procedência africana denominado Ai-I-Ú. A descrição do jogo pelo historiador negro Manoel Quirino indica que se tratava de uma variação da mancala praticada entre povos africanos que foram trazidos para o Brasil. No entanto, não existe nenhum vestígio de sua prática no Brasil na atualidade.
Como se brinca de mancala?
A mancala não é difícil de se jogar. Mas o mesmo não se pode dizer a respeito de explicar sua dinâmica em palavras. E existem diversas variações. A regra mais comum da mancala é a seguinte:
A mancala é praticada em um tabuleiro de duas partes, que tem 12 furos, em duas fileiras de seis. Cada furo tem cerca de 5 cm de diâmetro e 2,5 cm de profundidade. Para o início de cada partida, todos os buracos das duas fileiras de seis devem conter um total de quatro sementes. O objetivo do jogo é capturar o maior número possível de sementes.
Um dos jogadores inicia a partida, recolhendo todas as sementes de qualquer um dos buracos do seu lado e distribuindo-as uma a uma em cada buraco que sucede ao buraco esvaziado, no sentido anti-horário.
O jogador que está do outro lado do tabuleiro faz a próxima jogada, procedendo da mesma forma que o primeiro. Esvazia um dos buracos que esteja na sua parte e distribui as sementes, uma a uma, nos buracos que o seguem, no sentido anti-horário.
Cada jogador, na sua vez, continua retirando todas as sementes de um buraco do seu lado do tabuleiro e semeando-as, uma a uma, sucessivamente, nos buracos do tabuleiro como descrito acima.
O jogador nunca pode escolher uma jogada que deixe o jogador oponente sem nenhuma semente em seu lado do tabuleiro. Isso o imobilizaria, o que não é permitido pela regra do jogo. Se isso for impossível de se realizar, o jogo termina, e o primeiro jogador ganha todas as sementes que restam no tabuleiro.
Se a última semente for semeada num buraco do oponente que contenha uma ou duas sementes, o jogador que fez essa jogada captura as sementes desse último buraco e as adiciona às sementes que já capturou. Se esse buraco em que ele fez a captura é imediatamente precedido por um ou mais buracos do lado do oponente que contenham duas ou três sementes, o jogador também captura as sementes desses buracos.
Se algum buraco quebra essa sequência, a jogada termina nele. Se o jogador alcança o final de seu lado do tabuleiro, a jogada também acaba. Em nenhuma circunstância o jogador pode capturar sementes em seu próprio lado do tabuleiro.
As jogadas terminam quando um dos jogadores captura a maioria das sementes, ou seja, 25 ou mais, ou quando ambos os jogadores têm 24 cada. Termina também se não há mais nenhuma captura possível de ser realizada. Nesse último caso, se nenhum jogador tem 25 sementes, ou o jogo é considerado empatado ou as sementes não capturadas são divididas entre os jogadores ou cada um fica com as sementes do seu lado do tabuleiro.
Os contos infantis narrados na França e no Brasil não são muito diferentes. Só que lá, em vez de dizer "era uma vez", as princesas dizem "il était une fois".
No "Simpósio Internacional de Contadores de Histórias ", narradores brasileiros e franceses se reúnem com quem quiser chegar. Tem conversas, filme, oficinas (essas são só para adultos) e teatro. E, claro, muita contação de histórias. Como este é o ano da França no Brasil, o tema escolhido para o evento foi "Histórias Sem fronteiras: Palavras de Griots, Conteurs e Narradores".
Um dos representantes brasileiros é o grupo "Mosaicos" (foto acima), que apresentará histórias clássicas infantis. Elas ganham ainda mais graça ao som de violão e flauta, tocadas pelos narradores.
Luciana Zule, uma das integrantes do grupo, está animada com o evento e até já se inscreveu para participar das oficinas. "Quem conta histórias, acima de tudo tem prazer em ouvir histórias. Para os narradores de contos, este evento é uma delícia", diz Luciana.
A partir das 18h do sábado, dia 8 de agosto, até as 18h do domingo, dia 9, acontece a "Maratona de Contos". São 24 horas de contação de histórias, sem descanso para a imaginação. Confira a programação completa no site www.simposiodecontadores.com.br
Simpósio Internacional de Contadores de Histórias De 6 a 9 de agosto Quinta e sexta, das 9h às 22h. Sábado, a partir das 15h, até domingo, às 18h Onde: Espaço Sesc (Teatro de Arena e Pátio Externo) Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana Tel. 0/xx/21/3904-2210 Classificação Livre. Entrada Franca
O blog da Folhinha é um espaço virtual para interação das crianças com o suplemento impresso publicado pela Folha de S.Paulo aos sábados. É produzido pela editora, Patrícia Trudes da Veiga, pela editora-assistente, Gabriela Romeu, além de outros colaboradores.
Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.