Blog da Folhinha

Um espaço de interação com a criança

 

Mauricio de Sousa: meio século de carreira

Primeira revista "Mônica" (foto Divulgação)

 

 

Todo mundo que foi criança nas últimas décadas se lembra de ter lido histórias da turma da Mônica. Mais precisamente, nas últimas cinco décadas: o desenhista Mauricio de Sousa está completando 50 anos de carreira.

 

No dia 18 de julho de 1959, Mauricio publicou sua primeira tirinha, que estrelava o cachorro Bidu. Ele até então havia sido repórter policial da “Folha da Manhã” –jornal que depois viraria a Folha de S.Paulo. Os personagens Cebolinha, Cascão e Mônica vieram depois, assim como Magali, Chico Bento, Tina e tantos outros que a gente conhece.

 

Tudo começou com sonhos, diz Mauricio, que tem 73 anos. “Fui levando aos trancos e barrancos, dando cabeçada”, conta. “Nessa soma de ações, construí 50 anos de realizações.”

 

A primeira revista “Mônica” saiu em 1970. Até agora, já foi publicado 1 bilhão de revistas (o que dá mais de cinco vezes a população do Brasil!). Os personagens estão em 120 países, e o conteúdo foi traduzido para 50 idiomas.

 

Recentemente, a turminha, já adolescente, passou a estrelar também os gibis “Turma da Mônica Jovem”, inspirados no estilo dos mangás.

 

Mauricio de Sousa e sua filha Mônica, que inspirou a personagem (foto Divulgação)

 

 

Alguns eventos estão programados para o aniversário da carreira de Mauricio. Um deles é o lançamento do documentário “Biography: Mauricio de Sousa”, que estreia no dia 18 de julho, às 22h, no The Biography Channel, canal do grupo A&E. O filme conta com os depoimentos de cartunistas como Jim Davis, que criou o Garfield, sobre o desenhista brasileiro. Entre 19 de julho e 18 de agosto, haverá, no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), uma exposição para festejar a trajetória de Mauricio.

 

Agora, Mauricio conta que as prioridades são os desenhos animados e os projetos de educação. Ele ainda não revelou detalhes, mas podemos esperar que Penadinho, Horário, Chico Bento e a turma da Mônica estejam em breve nas telinhas e nas telonas.

 

Confira no áudio abaixo a entrevista que Mauricio deu à Folhinha. Ele fala um pouco da inspiração para inventar seus personagens e do sucesso da Mônica.

 

Escrito por Mariana Iwakura às 12h00

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Uma princesa e um sapo diferentes

A história da princesa e o sapo está entre as primeiras que a gente ouve quando é criança. Só que agora a Disney vai lançar um filme de animação baseado nessa história, só que com um toque diferente e mais engraçado. A princesa beija o sapo, e quem se transforma... é a princesa! Ela fica bem parecida com o sapo...

A história, que promete muita música, acontece na cidade de Nova Orleans (nos Estados Unidos), e os desenhos seguem o estilo dos filmes animados tradicionais.

Para ver o filme, porém, será preciso esperar mais um pouco. Ele só estréia em 11 de dezembro.

Escrito por Chiaki Karen Tada às 15h51

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Infância da palavra

“’Um Pequeno Tratado de Brinquedos para Meninos Quietos’ é a própria infância da palavra”, escreveu o poeta Manoel de Barros no livro da arte-educadora Selma Maria. Ela lança amanhã (27/6), às 15h, na Livraria da Vila a obra que foi o resultado de uma pesquisa de uns seis anos pelo sertão mineiro, lá pelas bandas do escritor João Guimarães Rosa.

Foi justamente para conhecer a infância do escritor que Selma fez várias incursões pelo sertão, onde se encantou pelos brincares dos meninos quietos. De “meninos” como Brasinha, que sempre abre um sorriso quando alguém aparece em Cordisburgo para conhecer a cidade natal de Rosa. Eu já tive o privilégio de acompanhar as andanças de Brasinha pelas trilhas roseanas. Ele é o menino quieto mais cheio de histórias que já conheci.

Bem, essa brincadeira toda virou uma exposição, “Meninos Quietos”, em 2006, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Tudo em parceria com Anne Vidal, que fez ilustrações muito delicadas para o livro. Lá dava para aprender os jeitos de brincar e das gentes do sertão, tudo com muita poesia. A exposição está hoje no Sesc de Piracicaba (leia mais abaixo).

E foi a poesia que continuou a brincar com Selma. Nesse tempo, ela foi escrevendo versos sobre Joãozito, apelido de infância do escritor, a infância no sertão, o jeito de brincar de “menino quieto” (que era como Rosa dizia ser na meninice).

No livro “Um Pequeno Tratado de Brinquedos para Meninos Quietos” (ed. Peirópolis), Selma conta em versos do brincar de fazer barulho e do brincar de pensar. Traz também uns brinquedos diferentes: o “brinquedo-cor”, “brinquedo-bicho”, “brinquedo-terra”. O brinquedo de Selma é a palavra.

Leia a seguir conversa que tive com a autora.

Você diz no livro que era uma menina quieta... Como gostava de brincar na infância?
Nasci na Casa Verde, em São Paulo, periferia de São Paulo. Hoje é um lugar nobre, mas, naquela época, eu brincava de esconder naqueles canos de esgoto. Logo depois, a gente se mudou para um sítio. Foi lá que eu me descobri muito sozinha, brincando. Eu tinha muito tempo para brincar, principalmente, com a natureza. Meu pai sempre trazia argila para eu fazer minhas panelinhas. Também brincava de cipó, brincava no riozinho. Tinha uma montanha enorme na frente da casa, e eu via ali um enorme elefante. Outra coisa bacana é que eu e meu irmão também fazíamos cidades com pedra, massa de cimento, com tudo o que tinha - assim como Guimarães fazia.

Como são os brinquedos do sertão mineiro?
Os brinquedos do sertão não passam pela estética da loja. É como se fosse um pré-brinquedo, assim como existe uma pré-escola ou uma pré-história.

Como assim pré-brinquedo?
Vou dar um exemplo. O Guimarães tinha um sonho de ter um boizinho verde, mas não tinha tinta no sertão. Então, ele pegava a manga e fazia dela um boizinho. Isso é o que eu chamo de pré-coisa, lembrando o Manoel de Barros. Não é exatamente o desenho do boi, mas o seu olhar te leva para aquilo. Não é o boi com chifre, todo acabado, mas é muitas vezes é um brinquedo que sugere alguma coisa.

Como as crianças brincam no sertão?
As crianças fazem bastante os brinquedos ainda no sertão. Em Andrequicé, por exemplo, os meninos brincam muito de fazer caminhão de lata, sonham em ser caminhoneiros. Vi muitos brinquedos nascidos da planta do milho, que, com certeza, nasceram de um momento de tédio na roça. Esses brinquedos nascem da lida com a lavoura, da roça. E estão sempre na relação adulto/criança. Muitos brinquedos são um ritrual de passagenm entre a vida da criança e o trabalhador adulto.

Que lugar é o sertão?
Tem uma coisa que Guimarães diz que é: “O sertão está dentro da gente”. O sertão são esses vazios que estão dentro de nós e que vamos preechendo com o que temos de mais precioso. O sertão é um lugar de descoberta, eu tive que ir longe para descobrir isso.

LANÇAMENTO DO LIVRO
Dia: 27/6, às 15h
Onde: Livraria da Vila da Fradique Coutinho (tel. 0/xx/11/0/xx/11/3814-5811)
O que vai ter: bate-papo com as autoras, música, oficina

EXPOSIÇÃO “MENINOS QUIETOS”
Onde: Sesc Piracicaba (
www.sescsp.org.br/sesc/busca/index.cfm?inslog=131)
O que tem lá: traz um brincar esquecido nos grandes centros urbanos e valoriza a cultura inventiva da criança.
Quando: até 2 de agosto

Escrito por Gabriela Romeu às 00h18

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Maomé vai à montanha...

 

Foi uma semana dura: montanha-russa no café da manhã, no almoço e no jantar. Lanchinho da tarde? Montanha-russas mais levinhas, para iniciantes. Sobremesas? Sim, simuladores que fazem você se sentir nas alturas.

Difícil dizer qual foi minha prefira, posso dizer quais são minhas preferências (as montanhas que me dão a sensação de queda, mas com curvas suaves, geralmente as de metal, aquelas que dão sensação de voo). Mas confesso que para mim é apavorante não saber o que está por vir no escuro (mesmo que as quedas sejam, digamos, bobinhas).

Assim, foi uma delícia voar na Manta (na foto acima), a nova montanha-russa do parque Sea World. Na Folhinha de amanhã (27/6), você fica sabendo mais sobre a Manta e outros brinquedos radicais: Dueling Dragons (Islands of Adventure); Gwazi (Sea World); Incredible Hulk Coaster (Islands of Adventure); Sheikra (Busch Gardens); Rock’n’Roller Coaster (Hollywood Studios); Expedition Everest (Animal Kingdom); Big Thunder Mountain Railroad (Magic Kingdom) e The Simpsons Ride (Universal Studios). Também cheguei pertinho da Hollywood Rip, Ride, Rockit (Universal Studios), mas não deu para testar o brinquedo porque atrasou a inauguração...

Abaixo, confira outras montanhas que testei.

Montu
(Busch Gardens)
É outro brinquedo que deixa a gente de pernas para o ar. Nessa montanha-russa com loopings invertidos, o passeio é relativamente suave - apesar da velocidade de até 96 quilômetros por hora que ela atinge.
Dica: não feche os olhos nos loopings invertidos para sentir o céu girar.

Kraken
(Sea World)
Inspirada num monstro marinho, Kraken é um brinquedo bem tenso. Esqueça os momentos suaves na arraia voadora (Manta). Aqui, o carrinho parece estar enlouquecido: corre numa velocidade de até 100 quilômetros por hora e despenca de altura de quase 50 metros (ou um prédio de uns 15 andares).

Primeval Whirl
(Animal Kingdom)
É uma montanha-russa giratória, bem divertida. No carrinho, os visitantes fazem um verdadeiro giro pelo tempo dos dinossauros. As quedas, suaves, dão mais enjoo do que medo. As surpresas do caminho? Você nunca sabe em que ponto do percurso o carrinho vai girar.

Confira vídeo com algumas das montanhas dessa jornada. Em duas delas, consegui fazer imagens dentro do brinquedo (dá para ver tudo girando...).

AGUENTA MAIS?

Conheça outras aventuras radicais pelos ares pela Flórida. Elas são bacanas, apesar de meio caras...

>> Sky Venture (www.skyventureorlando.com)
É meio caro por valer por dois minutinhos, mas é deliciosa a sensação de realmente ter que controlar o corpo num tubo de ar. Antes do voo, o instrutor dá as dicas de como você tem que posicionar o corpo para flutuar - até parece fácil. Mas, dentro do tubo, com todo aquele ar te empurrando para cima você parece que está numa luta de boxe! Custa 70 dólares (incluindo um vídeo com sua experiência).

>> Zipline Safari (www.floridaecosafaris.com)
É um percurso de sete tirolesas e duas pontes suspensas, feito em cerca de duas horas e meia. As plataformas ficam numa área de pântano, onde vivem os alligators (jacarés). Dá para ver vários bichos nesse lugar, uma espécie de fazenda. É bem gostoso deslizar pelas cordas, mas achei o passeio é mais cansativo do que emocionante. A "aventura" custa 85 dólares por pessoa.

Escrito por Gabriela Romeu às 00h17

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Montanha musical

 
 

Montanha musical

Foi meio frustrante. A montanha estava lá, bem na minha frente, mas totalmente imóvel!

Calma, estou falando da mais nova montanha-russa do parque Universal Studios, em Orlando, nos Estados Unidos, onde eu estive recentemente para testar os brinquedos radicais. A montanha nova que está prometida para abrir no verão americano é a Hollywood Rip, Ride, Rockit. Fui para testar o brinquedo, mas o pessoal do parque adiou a sua abertura - mas a lojinha com os produtos relacionados à montanha, como camisetas e canetas, já estava aberta...

A novidade do brinquedo é que, ao entrar no carrinho, você vai poder escolher a música que ouvirá no percurso. No final, poderá comprar (é claro!) um videoclipe da sua aventura.

Leia na Folhinha de sábado (27/6) mais informações sobre esta e outras montanhas-russas. Abaixo, confira vídeos que explicam mais sobre o Rockit.

 

Escrito por Gabriela Romeu às 20h59

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Porta secreta

Entediada em sua nova casa e com os pais mergulhados no trabalho, a garota Coraline Jones descobre uma porta secreta que a leva a uma vida muito parecida com a sua _só que bem mais divertida.

Mas o que começa como uma divertida aventura ganha contornos de um eletrizante suspense: os "novos pais" de Coraline tentam aprisioná-la para sempre nesse mundo até então perfeito.

Baseado no premiado conto "Coraline", de Neil Gaiman, o DVD "Coraline e o Mundo Secreto" chega amanhã (26 de junho) para locação e venda (preço sugerido de R$ 39,90).

Em entrevista para a Universal Pictures, enviada com exclusividade para o Blog da Folhinha, o escritor conta qual foi a maior lição que ele tentou colocar em seu livro, que agora chega às telinhas.

"Quando eu era criança, lia livros onde as pessoas corajosas quase nunca pareciam ter medo, mas ser corajoso é ter medo e fazer o que tem que ser feito, mesmo assim."

Por que Coraline e não Caroline?

Neil Gaiman - Porque, muitos anos atrás, eu li um ensaio de um escritor brilhante de ficção científica chamado Larry Niven, que disse: "Você sempre deve dar valor aos erros de tipografia que comete". Quando eu era um jovem jornalista, estava escrevendo uma carta para Caroline, uma agente publicitária, e errei ao digitar o nome dela, invertendo a letra o por a, mas achei que ficou um nome magnífico! Isso me deu um começo delicioso para o livro. Inicialmente, eu queria escrever sobre alguém que não está recebendo tanta atenção quanto gostaria, e os adultos prestavam tão pouca atenção nela que nem mesmo escreviam seu nome corretamente. Como ela não era importante, eles continuam pronunciando o nome dela errado, e ela continuava a corrigi-los. E, só no final, eles conseguem acertar o nome.

Mas Coraline não é um nome francês?

Gaiman - Sim, mas eu só fui descobrir isso mais tarde. Eu pensei que tivesse inventado esse nome. Eu adorava ver o livro seguir pelo mundo todo e ver como as pessoas pronunciavam o nome. Em alguns países é Coralina. O livro já foi lançado há sete anos, e o que é estranho para mim, agora, é ser apresentado a Coralines de cinco anos de idade cujos pais compraram o livro.

O senhor está satisfeito com o filme?

Gaiman - Acho que é um filme incrível. O processo de fazer de "Coraline" um filme deve ser muito diferente de como a maioria dos livros se transforma em filmes. Nesse caso, quando terminei de escrever o primeiro esboço do livro, entreguei para o meu agente em Los Angeles e disse a ele que o fizesse chegar até Henry Selick. Quando ele escreveu a primeira versão, escreveu como um filme, com atores reais, mas estava muito parecido com o livro. E e eu lhe disse para expandi-lo e não ter receio de me ofender. Filmes não são livros. Quando eles decidiram fazer o filme com animação stop motion e não um filme com ação ao vivo, fiquei empolgado. E adorei. Ele fez tudo tão mais grandioso, como, por exemplo, as duas senhoras inglesas do andar de baixo _elas são teatrais, mas Henry deu a elas uma carreira que é menos shakespeariana e mais burlesca. O sr. Bobinsky, no livro, é um homem idoso romeno que mora no andar de cima, e não esse cara russo maluco grandalhão e azul.

Teve alguma coisa visualizada para o filme que realmente impressionou o senhor?

Gaiman - Existem coisas que me fascinaram do ponto de vista técnico. As coisas lá no teatro com os acrobatas e os cachorros no andar de baixo. Constato que isso estava no set e sei que nada é computadorizado ou foi feito com tela azul. Tudo é movimentado pelas mãos, mas o troço que acho impressionante é a sequência final com a outra mãe, quando ela adquire aquela forma aterrorizadora parecida com um inseto.

O filme tem um tema real que fala do poder de uma garotinha. O senhor tinha em mente uma garota quando escreveu a história?

Gaiman - Foi escrito para uma filha e terminado para outra. Minha filha mais velha, que hoje tem 23 anos, é quem começou tudo isso. Eu era um jovem escritor, e ela tinha mais ou menos quatro anos quando voltava do jardim de infância, subia no meu colo e começava a me ditar histórias. As histórias dela eram assustadoras. Eram sempre sobre uma menininha cuja mãe era substituída por bruxas más que haviam raptado a mãe real. De certa forma, "Coraline" começou com minha vontade de encontrar para minha filha um livro com uma heroína que fosse uma garotinha porreta e com bruxas assustadoras. E, como não consegui encontrar nenhum, comecei a escrever o livro.

É só um livro para meninas?

Gaiman - Eu queria escrever algo sobre ser corajoso e explorar esse tema para meninas. Alguém me perguntou para quem o livro era dirigido, e eu disse que era um livro para garotinhas corajosas de todas as idades e para todos os sexos. Mas isso não significa que os meninos não vão gostar. Acho que os meninos acabam recebendo um carimbo errado de que não estão interessados em nada que tenha a ver com meninas, mas eles gostam das mesmas coisas que as meninas, e essa é uma boa história.  É uma história legal e uma aventura legal. Eu adoro a ideia que dei a eles, e agora Henry lhes apresenta uma garotinha porreta que eles podem apoiar.

Quais são as lições da história?

Gaiman - Para mim, os grandes temas são que, às vezes, pessoas que não prestam tanta atenção em você te amam, e pessoas que prestam muita atenção em você talvez não tenham um interesse sincero. Em termos de uma lição, acho que essa é uma boa lição, mas, para mim, existe uma lição muito maior e mais importante. E é por isso que escrevi a história para minhas filhas: queria dizer a elas o que significa ser corajoso. Quando eu era criança, lia livros onde as pessoas corajosas quase nunca pareciam ter medo, mas ser corajoso é ter medo e fazer o que tem que ser feito, mesmo assim. Essa foi para mim a maior lição que tentei colocar no livro.

Como autor, o senhor acha que o filme fará com que a história viva por muitas gerações?

Gaiman - A coisa incrível em ter uma história filmada é que ela consegue se manter viva. Se você voltar no tempo e olhar os best-sellers de ontem, muitas vezes os únicos títulos que reconhecemos são aqueles que foram transformados em filmes. Seria bacana pensar que em 2110 as pessoas verão o livro e pensarão que foi baseado nele que Henry Selick fez o filme.

Tradução de Claudia Strauch

Dakota Fanning interpreta Coraline

A atriz mirim Dakota Fanning, 15, que interpreta Coraline, é uma das mais famosas dos Estados Unidos. Aprendeu a ler aos dois anos de idade e iniciou sua carreira artística aos 5 anos, atuando em um comercial. Hoje coleciona 15 premiações e 16 indicações em festivais de cinema, além de já ter atuado ao lado de atores como Denzel Washington, Michelle Pfeiffer, Robert de Niro e Sean Penn. Descendente de alemães e irlandeses, a menina ainda mantém hábitos infantis, como o de colecionar bonecas. Em seu aniversário de 10 anos, Robert de Niro a presenteou com uma de suas favoritas: uma boneca idêntica à personagem da própria atriz no filme “O Amigo Oculto” (2005).

Escrito por Patrícia Trudes da Veiga às 20h25

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Entre desenhos e perguntas

Ilustração do livro "Galo Barnabé vai ao Balé", feita por Ana Terra, que conversou com as crianças do salão do livro do Rio

No Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, no Rio, meninos e meninas têm a chance de perguntar o que querem para os “donos” das histórias _os escritores e os ilustradores. E as crianças são cheias de perguntas.

Um dos momentos de maior sucesso é o da performance dos ilustradores. É quando eles desenham na frente das crianças e, enquanto fazem arte, respondem às questões dos visitantes.

No encontro com os ilustradores Mauricio Veneza e Marcelo Ribeiro, Luana Branco, 7, questionou, lá pelas tantas: “Quando vocês deixaram de desenhar de brincadeira para desenhar de verdade?”

Veneza explicou que sempre, desde criança, gostou de desenhar. “Mas eu pensava: ‘Quando crescer, quero desenhar de verdade, o dia inteiro’”, disse.

Já Ana Terra teve que responder de pronto à pergunta que Bruno Nemer, 10, soltou enquanto ela pintava uma girafa na parede da sala das performances dos ilustradores: “Por que é que escolheu desenhar esse bicho?” Ana foi rápida: “É que meu sonho era ter uma girafa no quintal de casa, mas não cabe!”.

Outro ilustrador, Ivan Zigg, também fez sucesso entre os pequenos. Enquanto criava um elefante, falava sobre o livro que estava lançando, “Só um Minutinho” (ed. Nova Fronteira, R$ 24,90). Confira no vídeo abaixo o que o ilustrador contou e mostrou eveja outros momentos desses encontros:

 

 

Encontro com o autor

Confira alguns destaques da programação do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Sábado (dia 20/6)

>> 11h: lançamento do livro “O Caminho da Gota D’Água” (ed. 34), de Natália Quinderé

>> 11h: lançamento do livro “O Guarda-Chuva do Vovô” (ed. DCL), de Carolina Moreyra e Odilon Moraes

>> 17h: lançamento do livro “O Bicho Medo e Seu Segredo” (ed. Manati), de Eliane Pimenta e Mateus Rios

>> 17h: lançamento do livro “O Dariz”, de Olivier Douzou (ed. Cosac Naify)

>> 18h: encontro com a escritora Luciana Savaget

Domingo (dia 21/6)

>> 11h: lançamento da coleção “Jeitos de Mudar o Mundo” (ed. Escala Educacional) , de Stela Barbieri e Fernando Villela

>> 12h: leitura das obras de Ana Maria Machado

>> 16h: leitura de “Até Passarinho Passa”, de Bartolomeu Campos de Queirós

>> 17h: lançamento de “Luzimar”, de Graça Lima, “Ossos do Ofício”, de Roger Mello, e “Salão Jaqueline”, de Mariana Massarani

>> 18h: lançamento do livro “Três Contos Africanos de Adivinhação” (ed. Paulinas), de Rogério Andrade Barbosa

A programação completa está no site da FNLIJ

 

 

 

Escrito por Gabriela Romeu às 21h40

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Com a palavra, o autor

Foi bacana circular pelo Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que termina neste final de semana, no Rio, e conversar com escritores e ilustradores. Alguns deles puderam falar um pouco mais de sua obra, de seu processo criativo e até ler trechos de livros que estavam lançando (ou que faziam sucesso entre os pequenos leitores).

O coveiro Florisval

Encontrei Roger Mello, apressado, já a caminho de casa. É um autor que está sempre se recriando, a cada obra. Ele lança agora “Ossos do Ofício” (ed. Nova Fronteira; R$ 24,90). É daqueles livros curtinhos, mas que deixam a gente intrigado. Você fica com vontade de ler e reler (palavras e imagens) para desvendar mais o mistério que ronda o coveiro Florisval. Ouça o que Roger fala sobre a obra.

Histórias de Anna Claudia

Em “A História de Clarice” (ed. Projeto; R$ 26), a escritora Anna Claudia Ramos resgata as narrativas que fizeram parte de seu tempo de menina leitora. Foi aos dez anos, por exemplo, que ela leu um livro que marcou sua trajetória literária: “A Bolsa Amarela” (ed. Casa Lygia Bojunga; R$ 25), de Lygia Bojunga. Isso é mais ou menos o que os escritores chamam de intertextualidade. No áudio abaixo, ela lê trecho da obra.

Poeta menino

No livro “Vinicius Menino” (ed. Cia das Letras; R$ 35), o poeta Eucanaã Ferraz selecionou textos que o poetinha, como era carinhosamente chamado Vinicius de Moraes, escreveu aos 13 anos de idade. As ilustrações são de Marcelo Cipis. Ouça no blog o que o organizador fala sobre a obra.

A estreia de Wasiry

Um dos bate-papos mais interessantes foi com o escritor indígena Roni Wasiry Guará. Ele é professor na aldeia de seu povo, a etnia maraguá maué. Ele vive no Amazonas, numa cidadezinha que fica a 12 horas de barco de Manaus, a capital. O livro “O Caso da Cobra que Foi Pega pelos Pés” (ed. Imperial Novo Milênio; R$ 15) marca sua estreia como escritor. Confira no áudio abaixo o que ele conta sobre a história.

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Cadê a Margarida?

Nas andanças pelo salão, também encontrei a escritora carioca Fátima Miguez. Ela lia trechos de livros seus para um grupo de crianças. Uma de suas obras é “Onde Está a Margarida?” (ed. Zeus/Nova Fronteira, R$ 24), que faz a escritora se lembrar de sua mãe, também chamada Margarida. Ouça Fátima cantar trecho no áudio abaixo.

 

Escrito por Gabriela Romeu às 21h23

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Música de todos os cantos

Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. As notas musicais são sempre as mesmas, no mundo inteiro. Mas a maneira como cada país mistura essas sete notas é que dá a cara da música de um lugar.

Cada país possui instrumentos típicos (no Brasil temos o berimbau, usado na capoeira, e o surdo, tocado pelos sambistas), ritmos criados ali (como o frevo e a bossa nova brasileiros), idiomas que dão diferentes sonoridades para cada canção.

Músicos brasileiros e estrangeiros, que fazem música para crianças há bastante tempo, resolveram se juntar e conversar sobre as canções infantis feitas em vários países da América Latina. Trata-se do “Encontro Internacional da Canção para Crianças”, que não tem só blá blá blá: o “dó ré mi” está garantido em diversos shows que acontecem de 24 a 28 de junho no Sesc Pompeia, em São Paulo, e no Sesc Ribeirão Preto, no interior do Estado.

A Folhinha quis entrar na conversa e entrevistou alguns desses músicos para saber como será a apresentação que farão no Brasil.

LUIS PESCETTI - ARGENTINA

O primeiro entrevistado foi o argentino Luis Pescetti, que, além de músico é ator, escritor e comediante. Sua canção "El Hermanito" foi gravada no Brasil pelos grupos Palavra Cantada e Rodapião. Em suas apresentações, ele aproveita o trabalho como comediante (ator que faz piadas para divertir o público) e brinca muito com a plateia, intercalando "uma canção, uma brincadeira, uma canção, uma brincadeira", como conta Pescetti. "No show do Sesc, tentarei brincar em 'portunhol' (português + espanhol)." Ele será acompanhado por uma tela gigante, que exibirá as letras das músicas em espanhol e sua tradução para o português.

RODAPIÃO - BRASIL

Já o grupo mineiro Rodapião tem como diferencial a pesquisa musical. Isso quer dizer que eles gostam mesmo é de experimentar. "Gostamos de 'tirar' sons diferentes dos instrumentos que todos conhecem. E, quando já exploramos todos os sons que ele pode nos dar, inventamos nossos próprios instrumentos", conta Miguel Queiroz, compositor do Rodapião. É o caso do "manivelófono", instrumento de uma corda só e uma manivela que, quando rodada, faz um barulho bem diferente. O grupo gosta de inventar utilizando materiais do nosso dia a dia, como o bumbo feito com uma caixa de isopor.

Desde 1997, participam do Movimento da Canção Infantil Latino-Americana _que criou este encontro. Como ele acontece a cada dois anos em um país diferente, o Rodapião já rodou o mundo em busca de sons variados. "Cada país traz algo só seu. A Argentina, por exemplo, tem um som mais europeu, o México tem um som bem diferente. Já a Colômbia faz uma música mais parecida com a nossa, com as mesmas influências, mas ainda assim com outra cara", conta Miguel.

RITA DEL PRADO E DUO KARMA - CUBA

A cantora cubana Rita del Prado é fã da música brasileira feita para crianças, por isso está ansiosa para se apresentar à plateia do Sesc.

"Cuba e Brasil são muito musicais, desde a maneira de as pessoas falarem até a música em si. São países que se expressam desse modo: por meio da música, do canto, da dança", conta Rita. Ela se apresentará acompanhada pelo Duo Karma no show acústico "En Guarandinga por Toda Cuba". Rita explica que "guarandinga" é um meio de transporte usado em seu país, uma mistura de ônibus e trator. "Demos esse nome ao nosso projeto porque queremos que, por meio da nossa música, todos possam fazer uma viagem imaginária por Cuba."

NA CASA DA RUTH - BRASIL

Não poderia ficar de fora deste encontro um compositor bastante conhecido das crianças brasileiras, Hélio Ziskind (Glub-Glub, Cocoricó e Castelo Rá-Tim-Bum). Ele transformou em canção algumas poesias da escritora Ruth Rocha. O resultado é “Na Casa da Ruth”, músicas bem brasileiras, em ritmo de frevo, samba e marchinha, cantadas pela artista Fortuna. É ela a autora do projeto, que conta com a participação de 14 crianças do Coral Infantil do Sesc Vila Mariana.

Hélio está animado com o encontro. "Gosto dessa ideia de as crianças brasileiras olharem com simpatia para as palavras em espanhol, fazendo amizade com a sonoridade de fora do Brasil", diz o compositor.

"Na Casa da Ruth" encerra o Encontro Internacional da Canção para Crianças, no dia 28 de junho. O DVD com o show do grupo será lançado no dia 4 de julho.

Os espetáculos do Encontro Internacional da Canção para Crianças acontecem em duas unidades do Sesc: Pompeia (em São Paulo, tel. 0/xx/11/3871-7700) e Ribeirão Preto (tel. 0/xx/16/3977-4477), entre os dias 24 e 28 de junho.

A programação completa está no site www.sescsp.org.br.

Escrito por Gabriella Mancini às 21h14

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No próximo sábado, dia 20 de junho, a Folhinha traz, como matéria principal (que a gente chama de “matéria de capa”), um abc sobre o universo e os astros, para celebrar o Ano Internacional da Astronomia. Lá, descubra algumas curiosidades: tem notas sobre astronautas, sobre planetas, sobre asteroides...

Na página Interação, conheça a história do ratinho Despereaux ("Desperrô"), que já está disponível em DVD.

Também tem assunto para quem gosta de ler: a Gabriela Romeu foi até o Rio de Janeiro ver as novidades de um salão de livros (Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que termina neste fim de semana) e conversou com escritores e ilustradores. De quebra, deixou dicas de leitura.

No sábado, escritores e ilustradores que participam do salão do livro falam de suas criações aqui no Blog da Folhinha. Por isso, volte a visitar estas páginas.

Faltam poucos dias!
Você já mandou sua inscrição para o Mapa do Brincar? Ele vai mostrar como andam se divertindo crianças de todo o país; trabalhos devem ser enviados para a Folhinha até o dia 3 de julho; clique aqui ou no link ao lado e participe!

Escrito por Chiaki Karen Tada às 20h56

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Brincar é "manjar"

 
 

Brincar é "manjar"

Às vezes, a gente senta para conversar com alguém e não faz ideia de quanta coisa pode aprender em pouco tempo. Foi assim meu bate-papo com Roni Wasiry Guará (na imagem acima, lendo seu livro), de 34 anos, indígena da etnia maraguá maué, localizada na região amazônica.

Conheci Roni no Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que acontece no Rio de Janeiro. Ele estava lá para lançar seu primeiro livro: “O Caso da Cobra que Foi Pega pelos Pés” (ed. Imperial Novo Milênio). Ele assina a obra só com seu nome indígena Wasiry Guará.

O jovem escritor, que trabalha como educador na aldeia, contou um pouco sobre a cultura de seu povo. E, por conta do Mapa do Brincar, não deixei de perguntar sobre as brincadeiras de lá. De que as crianças brincam?

Roni explicou que é difícil dizer que se brinca disso ou daquilo. Na verdade, as crianças brincam de tudo ao mesmo tempo. É como se uma brincadeira puxasse a outra. “Nossas crianças não têm um jeito de brincar definido. É uma mistura de tudo.”

Para os maraguás maués, “manjar” é a palavra que defini brincar. “Manjar é um agrupamento das brincadeiras”, explica. “Se um sair correndo, todo mundo sai correndo atrás.”

Como eles brincam? Por exemplo, fazem competições para descobrir quem é o melhor corredor, o melhor nadador, aquele que fica mais tempo debaixo da água, quem é mais ágil no galho das árvores.

Há uma brincadeira feita com uma roda de cipó, geralmente feita por uma pessoa mais velha da aldeia. Alguém joga a roda. E as crianças saem correndo atrás dela para enfiar um tipo de dardo para enfiar a pena na roda. E cada clã (grupo de caçadores, pescadores, artesãos) tem uma cor o identifica. No final, eles conferem qual clã foi mais habilidoso. A brincadeira é conhecida como “titica”.

Mas a brincadeira não acaba quando alguém ganha. Dali a turma que espetou mais penas vai ter que perseguir os outros dentro da água – ou seja, a brincadeira continua.

No áudio abaixo, Roni fala um pouco sobre seu povo.

 

Escrito por Gabriela Romeu às 03h28

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Mania de Teresa

Teresa é daquelas meninas que tudo quer saber, descobrir, desvendar. Um dia, ela decidiu entrar no quarto de um menino - que mundo era aquele? A resposta está no musical "O Menino Teresa", que está em cartaz no teatro Alfa, em São Paulo.

O espetáculo, da Banda Mirim, reúne um trio incrível: a atriz Cláudia Missura, a compositora Tata Fernandes e o dramaturgo Marcelo Romagnoli - todos foram premiados neste ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem.

O engraçado é que eles fazem a gente sair da peça com vontade de desvendar mais e mais coisas sobre o mundo. Uma espécie de mania de descoberta. Uma mania de Teresa. 

No vídeo abaixo, você descobre mais sobre o espetáculo. Confira.

ANOTE NA AGENDA

"O Menino Teresa" - o teatro Alfa (rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. 0/xx/11/5693-4000). Aos sábados e domingos, às 16h. Até 26 de julho. De R$ 12 a R$ 24. Indicado para crianças a partir de 4 anos.

No MySpace (http://www.myspace.com/bandamirim), você pode ouvir as canções de outro espetáculo da Banda Mirim

Escrito por Gabriela Romeu às 22h30

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A magia do romance entre a Bela e a Fera

"A Bela e a Fera" é uma história bem famosa, que ficou mais conhecida ainda após o filme (animação) da Disney, que, por sua vez, virou espetáculo da Broadway e que, algum tempo depois, chegou aqui. O musical já foi apresentado no Brasil tempos atrás, mas está de volta ao teatro Abril. Nossa colaboradora, Vitória Dell'Aringa Rocha, de 11 anos, viu o show e escreveu a opinião dela. Veja a seguir - dá vontade de ir agora mesmo ver o musical!

"Ao som da orquestra ao vivo, abrem-se as cortinas, entram os personagens e o sonho começa. Na plateia lotada, nenhum pio. Todos, de todas as idades, estão vidrados na história. A mendiga pede abrigo no palácio. O príncipe, porém, ordena que ela vá embora. A mendiga, então, revela ser uma feiticeira e, numa maldição, transforma o príncipe em Fera!

Este é o começo de 'A Bela e a Fera' da Disney, não é mesmo? Agora imagine essa animação das telas, de repente, acontecendo bem diante dos seus olhos, com pessoas de verdade tomando conta do palco de um lindo teatro. É muita emoção! Foi o que senti, do início ao fim do espetáculo. O público parecia nem respirar diante de tanta magia. Figurinos, cenários e efeitos especiais fantásticos, diretos da Broadway; atores brasileiros sensacionais, e com cada voz! Principalmente a da Bela, interpretada por Lissah Martins.

Tem ainda coreografias bem marcantes, como a da taberna, em que os personagens, liderados por Gaston, dançam e batem as canecas numa sincronia inacreditável! A hora do jantar oferecido à Bela é outro momento inesquecível, que me deixou boquiaberta: garrafas de champanhe estourando, talheres, pratos, copos... Todos dançando, liderados pelo divertido Lumière, o castiçal.

Adorei DEMAIS o espetáculo, uma história mágica de três horas de duração, que voaram... E atingiram em cheio o meu coração, ao revelar que o valor de tudo não está na aparência, mas, sim, no que somos e sentimos dentro de nós!"

VITÓRIA DELL’ARINGA ROCHA, 11

PS: Ah, tem outro musical, uma outra versão de "A Bela e a Fera", que está em cartaz, só neste mês, no teatro HSBC Brasil. Este show conta com recursos diferentes, como telões que projetam imagens em 3D.

Escrito por Chiaki Karen Tada às 18h50

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Experiência inesquecível

 
 

Experiência inesquecível

Renata Araújo, 9, e Rodrigo Mendes, 9, viveram duas experiências inesquecíveis na região de Bonito (MS), tema da capa da Folhinha de sábado (13/6).

Renata encheu os pulmões e mergulhou fundo - 3 metros - para tocar com as mãos uma das nascentes do rio Olho d’Água. Conseguiu já na segunda tentativa. Gostou tanto que repetiu mais duas vezes, até ficar sem fôlego e com o coração acelerado. “Parecem vulcõezinhos”, descreveu. São tantos olhos de água que, se você ficar bem quietinho durante o passeio, pode até escutá-los. Acompanhe as imagens a seguir.

Rodrigo, já no começo do passeio, quando é preciso caminhar pela mata até chegar à nascente, só falava em cobras. Ficou com o pescoço duro de tanto olhar para as árvores à procura de uma. Mas nada! É que a surpresa ficou reservada para o último minuto da flutuação. E foi preciso o pai dele segurár o menino para ele não ir nadando atrás da sucuri de 2,5 metros, que, ao ser flagrada, fugiu para o rio da Prata. Confira no vídeo abaixo.

 

Escrito por Patrícia Trudes da Veiga às 18h39

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Pinguins aprontando em Nova York

Os divertidos pinguins do filme “Madagascar” estréiam sua série de desenhos no Nickelodeon. Isso é só em agosto, mas o canal pago resolveu fazer uma “pré-estréia” neste mês. Todas as quintas, às 18h, está exibindo um episódio com Capitão, Kowalski, Rico e Recruta.

As aventuras mostram o “esquadrão de elite” do zoológico do Central Park, de Nova York, em missões secretas para garantir a paz dos animais.

O episódio de hoje traz os pinguins à procura do lêmure Maurice, que desaparece depois de uma confusão. Na semana que vem, Recruta instala webcams que mostram, na Internet, o que os animais do zôo estão fazendo. E na última quinta-feira do mês, dia 25 de junho, Capitão perde a coroa do rei Julien e os destemidos pinguins se metem pelos esgotos da cidade grande.

Escrito por Chiaki Karen Tada às 14h58

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Trilha de “Quando Toca o Sino” à venda

Foi lançado hoje no Brasil o CD com a trilha sonora da série “Quando Toca o Sino”, do canal pagoDisney Channel.

O elenco da série é que interpreta as 13 canções do álbum. Esse elenco é formado por finalistas do reality show da Disney Channel e do SBT “High School Musical - A Seleção”.

Bernardo Falcone (o Fred) assina a adaptação da canção “Será Que É Você” (“Could You Be The One”) em parceria com Mauro Motoki, da banda Ludov. Karol Cândido (de “High School Musical - O Desafio”) faz participação especial na música “Vida de Popstar”.

A série “Quando Toca O Sino’’ mostra a vida de nove amigos e questões da vida adolescente na escola, no amor e nos problemas.

Escrito por Chiaki Karen Tada às 14h21

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Meninas-brincantes

“É bom brincar de roda no terreiro de sinhá”, canta um grupo de brincantes que têm idades entre 44 e 89 anos. São as senhoras do grupo “Meninas de Sinhá”, que entoa canções de roda, cirandas e outras brincadeiras. Em seu repertório, estão músicas como “Penerei Fubá” e “Tá Caindo Fulô” (também nome do primeiro CD do grupo).

As meninas (há um total de 50 no grupo) são da periferia de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. São lá no bairro Alto Vera Cruz, na zona leste de BH. Quem me “apresentou” essas meninas lindas foi o Gil Amâncio, que foi diretor musical do disco delas, “Tá Caindo Fulô”, que ganhou prêmio e tudo.

Valdete Cordeiro, a Dona Valdete, foi a fundadora do grupo. Ela via mulheres tristes saírem do centro de saúde da comunidade carregadas de remédios para depressão. Não se conformava com aquilo. Sabia que elas não precisavam de anti-depressivos, mas de atenção e de conversa. E decidiu reunir o grupo semanalmente.

Depois de um tempo, descobriu que um jeito de descontrair era colocar as meninas para brincar. Algumas não tinham brincado na infância, outras se lembravam das brincadeiras. Assim, brincaram de passa-anel, peteca, rouba-bandeira...

As cirandas alegraram o coração das mulheres do Alto Vera Cruz. No vídeo gravado pelo Museu da pessoa, Valdete disse que elas têm sim uma dor aqui, outra ali, mas, quando entram na roda, “desce o espírito de criança”.

“Oh, vem pra roda, meninas de sinha. O teu sorriso vai nos contagiar”, cantam hoje.

No MySpace (www.myspace.com/meninasdesinha), dá para ouvir as cantigas dessas meninas tão linda.

E, no vídeo abaixo, conheça essas meninas-brincantes cantando "Tá caindo Fulô".

Abaixo, confira vídeo com entrevistas feito pelo pessoal do Museu da Pessoa.

Escrito por Gabriela Romeu às 01h06

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Tico-tico fuzilado!

Esta história toda do Mapa do Brincar está fazendo muita gente grande lembrar de seu tempo de infância. O engenheiro Carlos Augusto Santos Rajão, que tem 52 anos e mora em Macaé (RJ), mandou e-mail pra gente contando como se divertia com os amigos em Jaboticatubas, cidade mineira, lá pelos anos 60. “Além do Bente Altas [relatada aqui pelo professor juca], tínhamos a tico-tico fuzilado”, conta.

 

Ele diz que só os meninos (quantos queriam!) entravam na brincadeira, que funcionava assim:

“Para brincar, usava-se uma bola de meia ou de borracha do tamanho de uma laranja.

Cada criança, com o seu calcanhar, fazia um buraco redondo no chão, que chamávamos de ‘papão’.

Os ‘papões’ ficavam uns ao lado dos outros, geralmente na forma circular.

Cada criança rolava a bola em direção aos papões, em uma distância pré-determinada.

Se a bola não caísse em um  papão, jogava-se novamente.

Quando a bola caía num papão, o dono deste deveria correr, apanhar a bola e a atirar em direção a uma criança.

Se acertasse uma criança, tinha que gritar: ‘Tico-tico fuzilado!’ Então, a criança colocaria uma pedrinha chamada de ‘ovo’ dentro de seu papão.

Caso errasse a pontaria,  o atirador é que colocaria o ‘ovo’ em seu ‘papão’.

Quando atingisse o limite de, por exemplo, três ovos dentro de um ‘papão’, o dono deste seria fuzilado.

O fuzilamento constava de colocar a criança de frente para a parede e de braços abertos.

De uma distância pré-determinada, as demais crianças atiravam a bola naquele que estava no paredão.”

Depois de ler a descrição da brincadeira, perguntei: Conhece crianças que ainda brincam assim? “Acredito que não.”

Se você é adulto e tem alguma brincadeira de sua época de criança para contar, escreva pra gente (mapadobrincar@uol.com.br).

 

 

Escrito por Gabriela Romeu às 02h30

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BrinqueDIM

 
 

BrinqueDIM

Retrato de Dim, artista-brincante do Ceará

Antonio Jader Pereira dos Santos, o Dim, é um artista-brincante lá do Ceará, da cidade de Pindoretama (a uns 60 km de Fortaleza), a “capital da rapadura”. Ele mandou notícias de seus “brinquedos” para o Mapa do Brincar. E contou uma história muito bonita.

Nascido em Camocim (a 375 km de Fortaleza), o menino Dim, hoje com 43 anos, diz que nunca deixou de brincar. “O mais sério da vida pra mim é o brincar, levar a vida a sério é considerar seriamente que o objetivo maior da vida é a felicidade”, escreveu.

E ele brinca de fazer brinquedos desde menino (“o mais danado do bairro”, era chamado de Zé Faz Tudo). Era um garoto curioso por maquininhas e traquitanas. A primeira que decifrou foi a máquina de fazer algodão-doce, vendido na cidade. Dali, desvendou um mistério que o ajudou a fazer vários brinquedos.

Seus brinquedos viraram arte, que viraram brinquedo. “A brincadeira sempre foi minha inspiração, porque, na verdade, nunca deixei de brincar, sou ainda um menino que tudo observa com admiração”, conta Dim (nome que vem do apelido Jadim, dado pelo pai).

Dim conta que um de seus brinquedos preferidos é o João-Teimoso, “porque ele traz a idéia de persistência”. Foi um dos primeiros brinquedos que conheceu, na Feira de Pedra, em Camocim. “Chamava-se Pedra porque era uma feira no calçamento mesmo, tinha um pano estendido no chão e alguns brinquedos, como mané-gostozo e rói-roi”.

Conheceu no meio do chão de pedra “um brinquedinho que tinha umas orelhinhas pra cima, que parecia um coelho, era todo enfeitado com papel de seda e pintadinho”. Ficou intrigado com o objeto: “A gente derrubava, e ele voltava. Aí eu o desmontei e descobri que tinha um peso ali embaixo. Foi assim que descobri o João-Teimoso - até hoje ele está em tudo nos meus trabalhos.” É verdade, suas telas e esculturas mostram uma espécie de João-Teimoso, gorducho, sempre sorridende. É assim na tela abaixo, "Voando com Róis-Róis".

 

O artista explica que muitos de seus brinquedos são inventados, outros são releituras de suas memórias.

São memórias de brinquedos como o rói-rói (“também conhecido como besouro, berra-boi, corroco-roco”), que ganhava da avó religiosa. Lembranças dos mamulengos do Zezinho do Gás – para imitar o que o mamulengueiro fazia, ele “pegava os talos de coqueiro que eram mais moles, fáceis de cortar, botava umas meias, uns pedaços de panos, e fazia os meus bonecos”. Saudades das brincadeiras de inverno, quando fazia canoa com casco de melancia, tomava banho de chuva e virava vaqueiro com seu brinquedo feito de maxixe e palitinhos espetados. As histórias de trancoso contadas pelo avô cego ainda rondam seu imaginário de artista brincante.

Sua obra pode ser encontrada: em seu ateliê em Pindoretama (tel. 0/xx/85/8705-1956; brinquedim@yahoo.com.br), no Museu do Folclore Edison Carneiro (www.cnfcp.gov.br), no Rio de Janeiro, no Espaço Imaginário (tel. 0/xx/11/3814-3536), em São Paulo, e no Centro Cultural Dragão do Mar (www.dragaodomar.org.br), em Fortaleza.

Dá para conhecer mais o trabalho dele em http://picasaweb.google.com.br/Dim.brinquedim/GaleriaDoDIM

Finalizo o texto como Dim finaliza suas mensagens: “Brinquedim, brinquetu, brincamos nós!”

 

Escrito por Gabriela Romeu às 22h21

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Pega-pega Piauí

Hoje é dia de dançar quadrilha no Colégio Rainha da Paz, em São Paulo. Os alunos arrecadaram prendas, tiraram o figurino caipira do guarda-roupa e convocaram os pais para ajudar nas barraquinhas - tudo como acontece nas escolas. A diferença é que há outras animações para a festa: as rendas vão levar água para o sertão do Piauí (leia mais na edição da Folhinha de hoje, 6/6).

O projeto é conhecido como Águas para Vidas Secas e existe desde 2003. O dinheiro arrecadado ajuda na construção de cisternas (reservatório que acumula água das chuvas) - eles já ajudaram na construção de mais de 200 cisternas em cidades como Caracol, Anísio Teixeira e Dirceu Arcoverde. Em muitos desses lugares, tem gente que só tem água do barreiro (um buraco na terra, que acumula água) para tomar banho, cozinhar, bebê. Os alunos de lá já viram essa realidade de pertinho. Todo ano um grupo viaja até o sertão.

“O barreiro é um buraco na terra, um tipo de reservatório de água. Mas os animais, as cabras e os urubus, bebem água ali também. E até defecam”, explica Thomas Felipe, 15, que já visitou o sertão do Piauí com outros alunos. “Muitas vezes, essa é a única fonte de água das pessoas.”

Outras trocas

O intercâmbio dos alunos do Colégio Rainha da Paz com as crianças do Piauí não é só de realidade, não. Há um troca-troca de brincadeiras das meninas e dos meninos daqui com os de lá - e vice-versa.

Assim, as brincadeiras das crianças do Piauí fazem sucesso nos pátios da escola. Ali, os alunos brincam de muitos pega-pegas que aprenderam com os colegas e os professores que já viajaram ao sertão piauiense.

Um deles é o pega-cola, que é uma espécie de duro ou mole em que a regra é os participantes grudarem em algum lugar quando são pegos.

Outra diversão famosa é o pega-pega bruxa. Na brincadeira, o pegador é um feiticeiro. Quando ele pega alguém, diz: “Você é uma pedra!” ou “Você é uma árvore”, por exemplo. E a “vítima” tem que imitar o que o pegador-feiticeiro disse, já que está encantado.

Há ainda o pega-bandeira: um tipo de pique-bandeira, com a variação que há cinco participantes de cada lado, tentando conquistar a bandeira (um graveto fincado num monte de pedrinhas).

Tudo foi registrado e fotografado pelos alunos e por Rosana Roza, professora de educação física e de danças brasileiras do colégio. Ela contou que, na cidade de Anísio de Abreu, viveu uma experiência emocionante. Convidou algumas crianças para brincar, e ela contou história com tramas (aqueles desenhos feitos com fios de barbante). Quando reparou, a praça estava lotada de meninas e meninos, todos tramando fios (e histórias) na ponta dos dedos. Ela mostrou várias das tramas que faz com os alunos de São Paulo.

 As fotos publicadas aqui são dos alunos e do professor Reinaldo Haiek.

Escrito por Gabriela Romeu às 21h22

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Entre na dança

 
 

Entre na dança

Amanhã (dia 6 de junho), a Folhinha entra na dança. Nossa capa é sobre quadrilhas juninas. A colaboradora Gabriella Mancini conversou com vários grupos e encontrou até um que faz a festa em cima de pernas-de-pau! Confira.

Na página de Interação, falamos do filme novo de Hannah Montana, em que a garota dá uma de caipira.

Ben 10 também dá as caras. Na nova temporada, o menino vai estar com 15 anos e encara dez novos alienígenas. Entrevistamos o produtor da série.

Ainda no clima do mês junino, a Folhinha conta a história de como o Colégio Rainha da Paz, de São Paulo, ajuda o Piauí com seu arraial contra a seca.

Escrito por Gabriela Romeu às 20h38

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Nossa colaboradora de cinema nos Estados Unidos, Elaine Guerini, vai entrevistar neste final de semana a atriz norte-americana Abigail Breslin. É aquela que fez sucesso no filme "Pequena Miss Sunshine", que rendeu a indicação da garota ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Em 2008, em "Ilha da Imaginação", ela salvou o longa do naufrágio total. Também atuou em "Sinais" e "O Diário da princesa 2", entre outros.

Se você encontrasse a atriz, qual(is) pergunta(s) faria? Mande para cá bem rapidinho!

Escrito por Gabriela Romeu às 20h17

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Falando grego

Uma das coisas mais legais de ser jornalista é poder conhecer gente interessante e ter tempo para ouvir suas histórias. E, com crianças e jovens, isso é mais bacana ainda. Quanta história eles têm pra contar - e em várias línguas!

Em entrevista com os alunos do Colégio Rainha da Paz, localizado na zona oeste de São Paulo, encontrei Roxani Noack, 12, uma garota que nasceu na Grécia e há algum tempo mora no Brasil.

Depois de todos falarem bastante (a conversa era sobre o projeto Águas para Vidas Secas, que sai na Folhinha de 6/6), um dos participantes falou que Roxani contava histórias em grego. A menina ficou vermelha e arregalou os olhos azuis.

Não resisti: pedi para ela contar um mito em grego, claro! E ela contou a história de como a cidade de Atenas, na Grécia, ganhou o nome dessa deusa do Olimpo. É curioso ouvir os sons da língua grega - tem uma música gostosa. Mas ainda bem que depois ela traduziu tudo para o português.

Confira no áudio abaixo.

Escrito por Gabriela Romeu às 19h26

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Heróis da reciclagem


Amanhã, dia 5 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente, e com certeza você vai ver várias matérias nos jornais, na televisão e na internet sobre isso. Salvar florestas, animais, aprender a usar luz, água e gás de um jeito mais inteligente e econômico continua sendo uma coisa importante e legal de se fazer. Ainda bem, não?

Reciclar tem tudo a ver com o tema e o dia. Por isso, amanhã será lançada, em São Paulo, uma revista para crianças chamada “Recicla Kids”. Os personagens principais são Metalboy, Papelita, Organicon, Plastic Jr. e Vidrolina. Cinco super-heróis, cada um para um tipo de material reciclável (você sabe quais são esses materias?).

A revista vai ser distribuída de graça em várias bancas de São Paulo. No sábado, quem for ao parque Villa-Lobos vai ganhar um exemplar.

Além da revista, tem um site, o www.reciclakids.com.br, que entra no ar amanhã. O pessoal que bolou esse projeto para ensinar a importância da preservação ambiental e reciclagem, promete que o site vai ser bem dinâmico e interativo. Entre lá e confira!

Escrito por Chiaki Karen Tada às 18h53

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Clipe da bruxinha

A escritora Lenice Gomes escreve de um jeito gostoso e divertido sobre folclore e outros tema. Seu mais recente livro é “As Travessuras da Bruxa Benedita” (editora DCL), que tem as ilustrações de Mauricio Negro.

O livro traz a história de uma bruxinha espevitada que teima em entrar no castelo da Bruxa Rainha. É cheio de trava-línguas e lengalengas.

Dá para conhecer um pouco a história no “livroclip” (com som, música e imagens em movimento) que a editora bolou no site www.livroclip.com.br. Lá há mais de 150 animações multimídia baseadas em obras da literatura nacional e mundial.

Confira o vídeo da bruxinha abaixo.

Escrito por Chiaki Karen Tada às 18h32

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Bentes altas?

 
 

Bentes altas?

Meninos cruzam tacos em Rio Verde (MS)
 
 
Nessas andanças de divulgação do Mapa do Brincar, a gente tem encontrado pessoas incríveis.
 
O mineiro Juca Bianchini, que foi professor de literatura de Gabriella Mancini (colaboradora da Folhinha), atua no magistério há mais de 40 anos. "Vivo o dia a dia destes meninos e meninas crianças e adolescentes. É o meu mundo", escreve por e-mail.
 
Ele conta que sempre arruma tempo para contar histórias para as crianças. "Entro uma vez por semana em cada sala e conto 20 minutos de história. Eu gosto mais do que eles", brinca.

Durante um recreio, o professor recriou e ensinou aos alunos um jogo de seu tempo de menino: bente altas, que é um antigo jogo de rua. Ele diz que o jogo hoje é raro nas ruas mineiras, mas já foi muito popular por lá. "O jogo é sensacional e requer: rapidez de raciocínio, estratégias, alegria e muita disposição", explica.
 
Olha, eu acho que brinquei um tanto na rua com um jogo meior parecido, chamado de taco. A professora de educação física do colégio de São Paulo Rainha da Paz, Rosana Roza, diz que os meninos do Piauí chamam a brincadeira de táxi. E você: conhece algum nome diferente para esse jogo?
 
Meninas jogam taco na zona rural de Jaú, no interior de SP
 
 
Juca explica que o jogo é assim:

Materiais

Bente altas utiliza materiais rústicos: dois conjuntos de três gravetos que, unidos em forma de pirâmide, formam as casinhas; dois pedaços achatados de lata, formando as bases, ou pás; e uma bola de pano, do tamanho de uma laranja média, usualmente feita a partir de meias velhas, a bola de meia.

Participantes

É jogado entre duas duplas de meninos, que tiram sortes para decidir quem ataca e quem defende.

Regras

Cada jogador da dupla inicialmente escolhida como defensora coloca-se ao lado de uma das casinhas - colocadas à distância de doze passos, uma diante da outra. Sempre mantendo um dos pés sobre a pá, protegem a sua respectiva casinha; com o outro pé, chutam a bola de meia atirada por seu adversário. Caso a bola atinja a casinha, derrubando-a, as duplas invertem as posições de atacantes e defensores. Mas caso a bola seja chutada para longe, os dois defensores fazem tantos pontos quantas vezes trocarem de posição correndo entre uma base e outra: enquanto isso, seus oponentes devem correr atrás da bola, recuperá-la e lançar sobre uma das casinhas, desde, porém, que seu defensor esteja ausente da respectiva pá: durante a partida, se um dos defensores desejar se afastar da pá momentaneamente, só deve fazê-lo recitando a fórmula "Bente Altas, licença para um!". Se não tomar essa precaução, seu oponente pode derrubar a casinha, com a bola, se estiver de posse dela, ou com os pés, se não estiver. Se ambos desejarem se afastar, a fórmula será "Bente Altas, licença para dois!".

Quem ganha, quem perde

O jogo termina quando uma das duplas atinge o número de pontos previamente pactuado, geralmente dez ou vinte por partida, ou então quando um dos atacantes tiver a sorte de apanhar no ar a bola que tenha sido chutada por um defensor. Nesse caso o atacante grita "vitória!", abraça seu parceiro e comemora a antecipação do resultado. Esse é o maior feito que os jogadores de bente altas podem almejar. Quando acaba o jogo, outras duplas iniciam sucessivas partidas, formando assim um torneio que culmina com a consagração da dupla campeã. Outras regras podem ser acrescentadas por prévia convenção ou, ainda, variar regionalmente.

Se você é adulto e tem uma história boa para contar, escreva para mapadobrincar@uol.com.br

E, se você tem até 12 anos, participe do Mapa do Brincar (leia mais ao lado).

Menino joga taco em rua de condomínio fechado da Granja Viana, em SP

 

Escrito por Gabriela Romeu às 01h10

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Demi Lovato volta à TV

Quem gosta da Demi Lovato e/ou de comédias sobre o mundo de Hollywood pode conferir o novo seriado "Sunny, entre Estrelas", do canal pago Disney Channel (sextas, às 17h30). Ele traz Demi no papel de uma atriz novata que acaba de chegar à cidade das estrelas.

No seriado, Demi é Sunny, a mais nova integrante do elenco de "Sem Sentido", um programa de sucesso para crianças e pré-adolescentes. Ele tem quadros engraçados, como o do Menino Golfinho, que esguicha água pela cabeça, e a das abelhas, em que todos se vestem com roupas amarelas com listras pretas, antenas e asas.

Junto com Sunny, você acompanha os bastidores da produção desse programa. Ela chega bem animada, pronta para viver em uma cidade agitada como Hollywood e para trabalhar bastante com o elenco: uma menina esquisita chamada Zora, dois garotos bem humorados chamados Nico e Grady, e a vaidosa Tawni. O problema é que Tawni não está nem um pouco a fim de dividir as atenções com Sunny, e se sente ameaçada pela chegada da novata. Daí surgem muitas situações engraçadas, da Sunny tentando se ajustar à equipe e da Tawni tentando evitar que isso aconteça.

A Folhinha acompanhou dois alunos do Colégio Elvira Brandão, de São Paulo, William Orcesi Chnee, de 11 anos, e Ana Luiza Clemenc Alvarez, também de 11 anos, que assistiram a um episódio do seriado antes mesmo de ele estrear no Brasil.

"A ideia de fazer um programa dentro do programa é legal. Você vê como são os bastidores", avalia William. "A parte em que a Zora sai de um sarcófago, dizendo que não é a única pessoa estranha ali, é engraçada". William e Ana Luiza acharam Tawni bastante invejosa. "Ela quer ser sempre a número um, mas acho que tem estrelas que não são assim", acredita William.

Mas os dois concordam que essa competição entre Tawni e Sunny é que dá aquela apimentada no seriado. Como quando o bichinho de pelúcia de Tawni vai parar em uma máquina de fatiar papel e vira um montão de bolinhas de algodão e pelos. "Acho que a briga entre elas é que dá humor ao programa", completa Ana Luiza.

Escrito por Chiaki Karen Tada às 17h15

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