
Na 13ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo (que aconteceu no final de outubro), vários autores conversaram com as crianças nas quatro tendas de circo do evento. Apesar do calor e do burburinho, o papo foi animado.
Num dos dias estava a artista plástica Lúcia Hiratsuka, que é ilustradora, escritora e tradutora. Entre seus livros, estão "Contos da Montanha" (Edições SM) e "Festa no Céu, Festa no Mar" (DCL)
Neta de japoneses, Lúcia teve uma infância cheia de histórias e brincadeiras vindas lá do Oriente. E, como cresceu na roça em Duartina (interior de SP), ela diz que tem uma boa mistura das culturas oriental e caipira.
Os avós contavam muitas lendas e mitos japoneses. Assim, ela ouviu por exemplo muitas histórias com e sobre raposas, animal que gera fascínio e medo ao mesmo tempo. Lúcia explica que ela é a mensageira da divindade dos cereais.
Então, no interior do Japão, é comum encontrar uma raposa de pedra com uma oferenda.
Ouça no áudio abaixo o que ela conta sobre como sua infância influenciou no que ela escreve e desenha hoje.
Um dos últimos lançamentos dela é a tradução de um autor japonês bastante famoso na terra do sol nascente. Ela traduziu e ilustrou "O Violoncelista" (Edições SM), de Kenji Miyazawa (1896-1933). Ela conta que ele escreveu bastante, morreu jovem e só foi reconhecido bem depois. "Adoro esse autor. Além de ser escritor e poeta, foi astrônomo, cientista e professor." Diz que ele foi um professor diferente: saia com os alunos para olhar as pedras, por exemplo.
"O Violoncelista" traz a história de Goshu, músico de uma orquestra de cinema mudo. Mas ele vive levando broncas do maestro porque não consegue controlar suas emoções. E são os animais que ensinam ao artista a alma da música.
Abaixo, saiba mais o que ela contou sobre a obra e o autor.







